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Ex-presidente da Câmara de Braga condenado a três anos de prisão por negócio imobiliário

Mesquita Machado (à esquerda) foi acusado de beneficiar a filha e lesar o erário público. / Wikimedia commons
Mesquita Machado (à esquerda) foi acusado de beneficiar a filha e lesar o erário público. / Wikimedia commons
Autor: Redação

O antigo presidente da Câmara Municipal de Braga, Mesquita Machado (PS), acaba de ser condenado a três anos de prisão, com pena suspensa, no âmbito do processo relacionado com a expropriação do quarteirão das Convertidas. A decisão do Tribunal Judicial de Braga foi tomada esta quarta-feira, tendo sido considerado que Mesquita Machado teve intenção de favorecer patrimonialmente a filha e o genro, lesando o erário público.

O antigo autarca socialista, tal como conta a Lusa, foi condenado por um crime de participação económica em negócio, em concurso aparente com um crime de abuso de poderes. No processo, eram também arguidos os restantes cinco vereadores socialistas no mandato 2009-2013, que acabaram absolvidos.

O Ministério Público (MP) acusava os seis arguidos de terem aprovado a expropriação por 2,9 milhões de euros, quando o seu valor comercial não excederia os 694 mil euros.

A expropriação, aprovada em maio de 2013, foi anulada pelo novo executivo saído das eleições desse mesmo ano, liderado por Ricardo Rio (PSD).

"Só tenho pena é que Braga tenha perdido um excelente projeto por questões políticas, era um projeto de que os bracarenses se iriam orgulhar", tinha declarado Mesquita Machado em tribunal quando se defendeu.

A intenção do socialista era requalificar o quarteirão das "Convertidas", um projeto que passava, designadamente, pela construção de uma pousada da juventude e pela reconversão do convento em museu da cidade.