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Fortuna dos multimilionários cresceu 12% em 2018 (e pobreza também aumentou)

Gtres
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Autor: Redação

A fortuna dos multimilionários cresceu 12% em 2018, a um ritmo de 2.200 milhões de euros por dia. Já a riqueza da metade mais pobre da população mundial reduziu 11%. Em causa estão dados que constam num relatório publicado esta segunda-feira (21 de janeiro de 2019) pela Organização Não Governamental (ONG) Oxfam.

Segundo a Lusa, que se apoia no documento – intitulado "Bem-estar público ou lucro privado" –, a metade mais pobre da população mundial corresponde a cerca de 3.800 milhões de pessoas.

De acordo com a Oxfam, os governos exacerbam a desigualdade “ao não fornecer aos serviços públicos, como educação e saúde, o financiamento necessário, ao conceder benefícios fiscais às grandes corporações e aos ricos e ao não coibir a evasão fiscal”. Por outro lado, “a crescente desigualdade económica afeta especialmente mulheres e raparigas”, acrescenta a ONG em comunicado.

Os números que são divulgados no relatório são esclarecedores: “Se 1% dos mais ricos pagasse apenas 0,5% a mais de impostos sobre a sua riqueza, poderia ser angariado mais dinheiro que o necessário para escolarizar 262 milhões de crianças que agora não têm acesso à educação e fornecer assistência médica para salvar a vida de 3,3 milhões de pessoas”.

“Em alguns países, como o Brasil, os 10% mais pobres da população pagam uma percentagem maior de impostos sobre os seus rendimentos do que os 10% mais ricos”, lê-se no documento.

No caso da América Latina e das Caraíbas, enquanto a riqueza dos multimilionários aumentou, a pobreza extrema continuou a crescer, alcançando o seu nível mais alto desde 2008 e afetando 62 milhões de pessoas, representando 10,2% da população, escreve a Lusa, salientando que nesta zona do mundo a fortuna dos multimilionários aumentou 10% em 2018 e ascendeu a 364.100 milhões de euros, uma quantia maior que o PIB da maioria dos países da região.

A Oxfam conclui que “com o dinheiro que as empresas deixam de pagar de impostos a cada ano devido aos benefícios fiscais, seria possível contratar 93 mil médicos na Guatemala e 349 mil no Brasil, construir 120 mil casas na República Dominicana e 70 mil no Paraguai e contratar 94 mil professores na Bolívia ou 41 mil em El Salvador”.