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Prendas de Natal em plena pandemia: comprar antes e trocar até mais tarde - é o apelo do Governo

Nova campanha "Natal 2020, compre cuidando de todos" resulta de um protocolo com associações de comércio, distribuição e consumidores.

Photo by freestocks on Unsplash
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Autor: Redação

Em 2020, também o Natal vai ser diferente, por causa da Covid-19. Seja no que respeita às festas de empresas e encontros familiares, como no que toca a prendas, a pandemia e a crise económica vão condicionar a quadra natalícia este ano. Tendo, exatamente, este cenário como pano de fundo, o Governo decidiu apoiar o lançamento da iniciativa "Natal 2020, compre cuidando de todos", que visa incentivar o consumo, para fomentar a atividade económica, ao mesmo tempo que passa a mensagem de que é preciso evitar aglomerações, seja no momento de comprar ou trocar prendas.

Para viabilizar esta iniciativa, o Ministério da Economia e da Transição Digital assinou esta quarta-feira, dia 04 de novembro de 2020, um protocolo com a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC), a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) , a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) e a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO), cujo objetivo principal é sensibilizar os consumidores e operadores económicos para a necessidade de o período das compras de Natal ter que ser planeado com tempo e serem evitados, igualmente, períodos de trocas concentrados.

Na cerimónia de assinatura do protocolo, o ministro de Estado e da Economia, Pedro Siza Vieira, defendeu que os indicadores demonstram que a experiência de compra em loja "é segura" e apelou aos consumidores para planearem com antecedência as suas compras na época de Natal.

Novas experiências de consumo com a Covid-19

O ministro de Estado e da Economia referiu que Portugal, em consequência da pandemia da covid-19, teve a atividade comercial encerrada ao público mês e meio e que em 04 de maio passado, exatamente há seis meses, se iniciou "o processo de desconfinamento".

"Desde então, tivemos uma nova experiência de consumo - uma experiência que procurou seguir um conjunto de regras e restrições que estão aptas e adequadas à salvaguarda da saúde da comunidade. E aquilo que estes seis meses demonstram é que a experiência de compra em Portugal é uma experiência segura, em que os consumidores, além de continuarem a contar com o atendimento profissional, também encontram um espaço seguro. Todos observámos como as regras sanitárias estão a ser respeitadas", sustentou o governante na sessão de abertura do lançamento da nova campanha.

O ministro da Economia, citado pela Lusa, apontou depois que os cidadãos começam agora a pensar nas compras de Natal e na forma como vão ser se organizar no atual contexto de crise sanitária.

"Se queremos conciliar a época de compras de Natal com a segurança coletiva que é exigida, então têm de ser mantidas as precauções e importa planear o processo de compras. Temos de evitar deixar as compras para a última hora e procurar o mais cedo possível frequentar os locais de consumo", advertiu.

Por outro lado, o ministro destacou a possibilidade de o período de trocas dos produtos adquiridos ser alargado até 31 de dezembro de 2020, e de também ser alargada a época de promoções, evitando-se assim a concentração de peças nas lojas, sobretudo na semana seguinte ao Natal.

"Após a época de Natal, não teremos de fazer aquela corrida que é frequente aos espaços comerciais para fazer a troca do presente que não tem a cor ou o tamanho certo", frisou, antes de elogiar o acordo entre associações de defesa dos consumidores, dos centros comerciais ou da distribuição.

Compras seguras

"Este entendimento viabiliza a ideia de que a experiência dos consumidores é segura e espalhada no tempo", acrescentou.

Para operacionalizar os objetivos deste protocolo, assinado ontem, os lojistas que adiram voluntariamente terão que subscrever uma declaração de compromisso, que lhes permitirá afixar um dístico identificativo da iniciativa. A listagem de aderentes será divulgada e atualizada no sítio da internet da DGAE.

Os lojistas aderentes assumem respeitar as expectativas dos consumidores que adquiram os produtos entre a respetiva data de adesão e o dia 25 de dezembro de 2020 (inclusive), possibilitando a sua troca, pelo menos, até ao dia 31 de janeiro de 2021 (inclusive).