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Black Friday 2020: como fintar as fraudes e fazer boas compras

Antes de avançar para uma compra é aconselhável pesquisar sobre os produtos e confrontar os preços de várias lojas.

Photo by Daniel von Appen on Unsplash
Photo by Daniel von Appen on Unsplash
Autor: Redação

Comprar de forma instintiva e emocional. É do impulso que a Black Friday (também) se alimenta e os vendedores e as marcas sabem-no. Recorrem, por isso, a “táticas que agem ao nível do subconsciente para os incitarem a optar por determinados produtos ou a decidir rapidamente, sem reflexão”, tal como explica a Deco-Associação para a Defesa do Consumidor. Antes de avançar para a compra é por isso aconselhável pesquisar sobre os produtos e confrontar os preços de várias lojas para fintar as fraudes – isto porque muitas vezes “a propaganda não corresponde a verdadeiras oportunidades para fazer bons negócios”.

A ferramenta Comparar Preços da Deco pode dar uma ajuda e perceber se os descontos anunciados em épocas como a Black Friday ou a Cyber Monday são boas oportunidades de compra. Esta ferramenta de pesquisa regista a evolução dos preços dos produtos nas lojas online, para aconselhar ou não a tua compra. Basta pesquisar o nome da loja e do produto, ou, mais simples ainda, inserir na caixa “Pesquisa pelo URL” o link completo do produto tal como surge na loja online. O resultado devolvido é um semáforo com três cores e significados diferentes, baseados no histórico de preços dos últimos 7 e 30 dias:

  • verde, caso se trate de um bom negócio face ao histórico de preços do produto na loja pesquisada;
  • amarelo, para produtos cujos preços atuais exibam pouca diferença em relação aos 30 dias precedentes;
  • vermelho, quando a compra é desaconselhada porque o preço do produto já esteve mais baixo. 

O veredicto surge acompanhado por informação sobre a evolução dos preços registada nos últimos sete dias, um mês e três meses, tal como explica a associação.

Outros truques para fintar as fraudes

  • Preço relativo

"Muitas vezes, não temos a noção do preço habitual de determinado produto, pelo que acabamos por basear a avaliação na comparação com bens similares que se encontram na própria loja. Por isso, não é raro os comerciantes rodearem os produtos que pretendem vender de artigos semelhantes, uns muito caros, outros muito baratos", lembra a Deco. 

  • Rapidez e facilidade de pagamento

A associação lembra ainda que ao usar o cartão de crédito ou de débito, "o consumidor tem menos a noção de estar a desfazer-se do dinheiro, face a quem desembolsa as notas", ou seja, quem paga com cartão inclui mais “compras por impulso” do que o dos que usam “dinheiro vivo”. 

"Antes de clicar para concluir uma transação, pensa duas vezes. Se precisas do produto, já pesquisaste outros artigos do mesmo tipo? O preço é efetivamente interessante? Resiste ao primeiro impulso", aconselha a Deco.

  • Ilusão de qualidade

"Mais caro não é sinónimo de melhor. A prová-lo estão os resultados dos nossos estudos comparativos nas mais diversas áreas: não é raro encontrarmos artigos baratos que igualam ou ultrapassam o desempenho de outros com preço mais elevado", lê-se ainda. 

  • Conquistar consumidores indecisos

Se, num processo de compra online, abandonares um produto no cesto, nas horas seguintes serás bombardeado com mensagens de incentivo à compra. A loja vai lembrar de que os produtos continuam no carrinho e que aquele preço excecional só estará disponível durante algumas horas, podendo mesmo propor-te um desconto oferecer as despesas de envio, entre outros argumentos de venda. 

A Deco avisa: "não te deixes manipular pela insistência do comerciante, por ofertas aliciantes ou alertas de que é a 'última oportunidade'”.