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Cuidado com os gastos de férias e prepara bem o regresso às aulas para evitares o descalabro em setembro

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Autor: Redação

Artigo escrito por joao.raposo@reorganiza.pt para o idealista News Portugal, no âmbito da rubrica "Trocado por Míudos"

Sabias que o mês de setembro é o mês em que há mais pedidos de crédito pessoal? Fica a saber porquê.

Qualquer empréstimo tem necessariamente quatro caraterísticas que o acompanha: taxa de juro, prazo, montante e finalidade. Quanto à finalidade do produto crédito pessoal não é fácil de apurar, pois este financiamento que o banco ou instituição de crédito vende pode ser utilizado para qualquer fim.

Não podemos, por isso, definir com exatidão qual a real motivação para o aumento de pedidos de crédito pessoal no mês de setembro, mas podemos generalizar, pela experiência que nos acompanha, que a razão deste aumento deve-se ao facto de setembro ser:

1) o mês seguinte a um período de gastos mais elevados;
2) o mês do regresso às aulas para muitos milhares de portugueses.

Por isto, este é o tempo para antecipar a necessidade de recorrer ao crédito e procurar que o tempo de férias seja vivido com desafogo, mas sem descontrolo e que o investimento necessário para cada novo ano escolar seja atenuado através do recurso a apoios que estão ao nosso alcance.

Férias com desafogo mas sem descontrolo

O tema da poupança é algo que nos acompanha todos os dias e nos últimos tempos talvez se fale ainda mais sobre a necessidade de poupar. Mas pode acontecer que sejas daqueles que diz para si próprio: “este mês estou de férias, deixem-me viver sem preocupações dessas!”.

Realmente as férias são um tempo de descanso que é bem merecido e que deve ser aproveitado para recuperar as energias para os desafios que temos pela frente, mas fazer férias da gestão das finanças pessoais não é seguramente uma boa opção e pode mesmo vir a ser um comportamento perigoso.

A descontração própria dos meses de verão leva a que muitos comerciantes ganhem dinheiro com daquilo que se chama de “compra por impulso”. Isto é, a descontração e relaxamento do tempo das férias faz com que seja mais frequente a compra de algo apenas porque apareceu à nossa frente.

O pensamento é: “apetece-me e estou de férias, por isso compro!”. Esta falta de critério no momento do consumo faz com que muitas destas pequenas despesas, multiplicadas por 2 ou 3 vezes ao dia, nos levem à surpresa de constatar que o dinheiro que gastámos nas férias é muito mais do que estávamos a programar! E depois, o que fazemos? … Procuramos crédito de curto prazo.

Que este alerta não seja interpretado como uma apologia para um tempo de férias triste e sem prazeres, mas sim como um alerta para estar atento aos critérios com que gastas o dinheiro de forma a não descuidar as poupanças que são tão importantes para despesas futuras e realmente essenciais.

Este tipo de comportamento aqui descrito é de tal forma real, que podemos verificar o aumento significativo de portugueses que no mês de setembro vão à procura de financiamento para equilibrar as suas finanças pessoais.

Apoio para o regresso às aulas

Outro dos fatores de maior dificuldade financeira com o mês de setembro é o facto de este ser conhecido como o mês do regresso às aulas. As despesas com o início das aulas são daquela natureza de gastos que devemos classificar como essenciais, isto é, aquelas despesas que não podemos mesmo deixar de ter.

Um dos maiores problemas deste gastos é que estamos a falar de um tipo de despesa que exige uma boa organização dos orçamentos familiares, pois são gastos elevados, que se repetem todos os anos e que estão essencialmente concentrados num único mês.

Felizmente que têm surgido cada vez mais formas criativas de ajudar as famílias a poupar com estes gastos, nomeadamente através dos bancos de troca de manuais e/ou a compra de livros em segunda mão.

Assim como foi falado acima da “compra por impulso” também no regresso às aulas há uma publicidade muito forte e apelativa que levam as famílias a comprar mais do que é necessário. Repara no elevado investimento que é feito com publicidade dirigida às crianças, pois os marketers sabem que elas têm um poder de persuasão sobre o consumidor final (os pais) mais forte que qualquer outra fonte!

Para não te deixares apanhar por esta “teia” do marketing procura fazer uma lista do que realmente precisas comprar e não alteres a lista à medida que for passando o tempo!

Uma excelente forma de controlar os custos com o regresso às aulas é procurares na internet os sítios onde estão colocados livros para venda, ou mesmo para troca, de forma que a poupança seja significativa.

Geralmente encontras livros em 2ª mão, mas também podes aproveitar as vantagens das compras online de manuais escolares, que oferecem descontos nos preços, que rondam os 10% - 20%. Tem apenas atenção para leres todas as condições da venda, pois em muitos casos os custos de portes de envio são de tal forma elevados que deixam de compensar o desconto sobre o preço do livro.