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Banco Popular reestrutura área de gestão de ativos imobiliários em Portugal

Autor: Redação

O Banco Popular Portugal e vários sindicatos estão em negociações devido à transferência de 135 colaboradores no âmbito da transmissão da unidade de gestão de ativos imobiliários e gestão de dívida para uma empresa participada pelo grupo espanhol.

"Esta situação não é nova, qualquer empresa pode desagregar uma área de negócio. O nosso objetivo é garantir que os trabalhadores passarão para a outra empresa mantendo os mesmos direitos que têm atualmente", afirmou à agência Lusa Rui Riso, presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI).

Fonte ligada ao processo disse à Lusa que esta transmissão da unidade de gestão de ativos imobiliários e gestão de dívida do Popular para uma empresa participada pelo Grupo Banco Popular visa uma "otimização desta área de negócio".

E realçou: "Chegou-se a acordo com um parceiro especializado. Trata-se de um parceiro muito experiente. Não se trata de um desinvestimento, mas sim de uma aposta na melhoria da rentabilidade dos ativos do banco, que permanecerão na sua propriedade".

A mesma fonte garantiu que os 135 colaboradores envolvidos "continuarão a fazer a gestão da recuperação de crédito e dos imóveis", vincando que "estes colaboradores manterão todos os benefícios que atualmente detêm no Banco Popular".

A Lusa tentou obter mais informações junto de fonte oficial do Banco Popular, mas tal não foi possível, uma vez que ainda está em aberto o processo negocial com os sindicatos e a administração só fala quando o mesmo estiver encerrado.

Presidente do Banco Popular Portugal morreu na sexta-feira passada

Rui Semedo, presidente do Banco Popular em Portugal, morreu na sexta-feira com 57 anos, vítima de cancro, confirmou uma fonte oficial do banco espanhol à Lusa.

O banqueiro tinha sido reeleito presidente do Banco Popular no final de Março, tendo sido confirmado, há alguns dias, o seu cargo pelo Banco Central Europeu, entidade supervisora da instituição financeira.

Rui Semedo nasceu, tal como conta a agência de notícias, a 21 de Abril de 1958, em Elvas, e aos 18 anos mudou-se para Lisboa. O banqueiro era casado, tinha dois filhos, e passou pelo Ministério da Administração Interna em 1981 para depois integrar os quadros do Banco Pinto & Sotto Mayor, que mais tarde foi absorvido pelo BCP.

Já em 1987, mudou-se para o BCP, onde esteve até 2003 como director-geral da área de banca privada internacional. Esteve ainda em Macau onde foi presidente da Companhia de Seguros de Macau e presidente do Banco Comercial de Macau.

Antes de ingressar no Banco Popular, esteve nas sucursais portuguesa e espanhola do Barclays, como presidente executivo e country manager, respectivamente. Rui Semedo entrou para o Banco Popular de Portugal em 2007.