Quando passamos numa estrada com radar, é normal ficarmos um pouco nervosos. Tiramos o pé do acelerador, olhamos para os sinais e começamos a espreitar o velocímetro vezes sem conta. Neste novo ano, isso continuará certamente a acontecer, mas há uma coisa importante a reter.
Na verdade, a velocidade que conta para uma multa nem sempre é exatamente a que aparece no painel do carro ou a que o radar mede no primeiro instante. Em Portugal, existem as chamadas margens de erro nos radares, que explicamos com atenção nos próximos pontos.
O que significam as margens de erros dos radares?
As margens de erro dos radares são ajustes técnicos aplicados às medições de velocidade para compensar as possíveis imprecisões dos equipamentos. Isto significa que o valor registado pelo radar é corrigido antes de se avaliar se houve ou não uma infração cometida pelo condutor.
Só depois dessa correção é que se determina se a velocidade ultrapassa o limite legal. Desta forma, a fiscalização torna-se fiável, e evita que os condutores sejam multados devido a pequenas imprecisões dos aparelhos de medição.
Regras dos radares aplicadas em 2026
Em 2026, as regras mantêm-se claras, para que a velocidade considerada numa infração resulte sempre de uma correção técnica obrigatória. Eis o que deves mesmo reter:
- As margens de erro não são uma tolerância para circular acima do limite: as margens aplicadas pelos radares existem apenas para compensar as possíveis imprecisões técnicas dos equipamentos. Não te dão autorização para ultrapassar o limite legal;
- Até aos 100 km/h, a dedução é feita em valores fixos: a velocidades mais baixas, os erros máximos admissíveis são expressos em quilómetros por hora. Em radares fixos instalados na estrada, essa margem pode ir até 5 km/h. Em equipamentos montados nas viaturas em movimento, o valor pode chegar aos 7 km/h, sendo superior noutros sistemas, como aeronaves;
- Acima dos 100 km/h, a correção passa a ser percentual: quando circulas a velocidades mais altas, a lógica muda. O erro máximo admissível deixa de ser um valor fixo e passa a ser calculado em percentagem da velocidade registada, variando normalmente entre 5% e 7%, consoante o tipo de radar e as condições de verificação do equipamento;
- É a velocidade corrigida que decide se há multa: a infração só é avaliada depois de aplicado o desconto técnico previsto na lei. Num limite urbano de 50 km/h ou numa autoestrada com limite de 120 km/h, o que conta é sempre a velocidade apurada após a correção. Se, depois da dedução, o valor ficar dentro do limite legal, não há lugar a contraordenação.
Em suma, as margens de erro continuam a existir em 2026 para proteger a fiabilidade do sistema, não para criar “folgas” na lei. Para evitares multas, a regra mantém-se simples: respeita a sinalização, conduz de forma regular e não confies em mitos sobre tolerâncias que, na prática, não existem.
Onde posso consultar as regras sobre os erros dos radares?
As normas que regulam os erros dos radares estão previstas no Regulamento do Controlo Metrológico Legal dos Cinemómetros, aprovado pela Portaria n.º 352/2023.
Este diploma define os erros máximos admissíveis, os quais variam de acordo com o tipo de radar utilizado, o método de medição aplicado e a velocidade registada pelo equipamento.
O velocímetro do carro dá erros?
O velocímetro do carro não só mostra a velocidade, como também influencia a forma como sentimos essa velocidade. Na União Europeia, por lei, ele nunca pode marcar menos do que a velocidade real, mas pode indicar um valor ligeiramente superior.
Assim, podemos considerar que é normal que o painel mostre alguns quilómetros por hora a mais do que o carro realmente está a andar. Essa diferença pode fazer-nos sentir que estamos a circular rápido, mesmo em zonas urbanas onde a velocidade é baixa.
Além disso, essa margem de segurança ajuda a evitar multas por excesso de velocidade, e funciona como uma “rede de proteção” para os condutores.
Como cumprir os limites de velocidade?
Respeitar os limites de velocidade não se resume a travar quando aparece um radar.
Hoje em dia, muitos radares calculam a velocidade média entre dois pontos da estrada, por isso não adianta só abrandar num momento. O que realmente importa é a velocidade que mantemos durante todo o trajeto controlado.
A maneira mais segura de conduzir poderá resumir-se em três pontos:
- Seguir a sinalização;
- Manter uma velocidade constante;
- Adaptar a condução às condições da estrada e do trânsito.
No fim, a melhor forma de evitar problemas é conduzir com atenção e dentro dos limites determinados em cada estrada.
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