Quando passamos numa estrada com radar, é normal ficarmos um pouco nervosos. Tiramos o pé do acelerador, olhamos para os sinais e começamos a espreitar o velocímetro vezes sem conta.
Cada país europeu tem regras de trânsito diferentes para diferentes estradas e autoestradas. Na Alemanha, por exemplo, não existe limite de velocidade nas autoestradas, embora seja recomendável não ultrapassar os 130 km/h, uma vez que a grande maioria são privadas e pagas. É na Polónia e na Bulgária que os limites são mais elevados, até 140 km/h, enquanto em Malta o máximo é de apenas 80 km/h, devido às limitações geográficas do país.
Em 2022, o tráfego médio diário nas autoestradas portuguesas já tinha sido o mais alto desde 2008 e, nos primeiros nove meses deste ano, ainda houve mais viaturas a circular do que em todo o ano transato. Entre janeiro e setembro deste ano, registou-se um aumento de 10% na circulação média diária nas autoestradas face ao registo médio de tráfego de todo o ano de 2022. Isto apesar do preço das portagens ter subido, bem como dos combustíveis, em alguns momentos do ano.
Portugal é o segundo país da União Europeia (UE) com maior rede de autoestradas por habitante, com um rácio de 0,30 quilómetros por mil habitantes, sendo apenas destronado por Espanha (0,33 quilómetros por mil habitantes).
No ano passado as receitas das portagens atingiram 1.035 milhões de euros, o valor mais alto de sempre. Trata-se, de resto, de um montante 65% superior face ao registado em 2012, ano em que – durante a intervenção da Troika – as receitas atingiram o valor mais baixo da última década: 628 milhões de euros.
A Mota-Engil anunciou que a sua participada Ascendi – gere autoestradas em Portugal – vai constituir uma parceria com a Ardian, firma de private-equity europeia que tem nas infraestruturas um dos seus principais focos de investimento. Objetivo passa por investir 300 milhões de euros.
O Fisco já instaurou 454.593 processos a utentes que não pagaram portagens nas autoestradas. A maioria dos processos ainda estão no início, mas os 46% já concluídos permitiram arrecadar 3,9 milhões de euros. A cobrança destas multas por parte da Autoridade Tributária (AT) está prevista desde o início do ano passado.
A Brisa pretende fazer um investimento na sua rede principal de autoestradas na ordem dos 100 milhões de euros em 2014 e 2015, sendo que cerca de 55 milhões serão aplicados já no próximo ano.
o presidente da ascendi, gonçalo moura martins, referiu que o acordo global de renegociação das três ex-scut (vias sem custos para o utilizador) e das duas concessionárias da empresa diminuíram os encargos do estado, gerando um benefício líquido de 1.200 milhões de eurossegundo o também presidente e
a somague, construtora responsável pelas obras da autoestrada e túnel do marão, avançou com uma ação em tribunal para rescindir o contrato com o estado, alegando incumprimento.
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