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Fundo de imobiliário quer investir 90 milhões de dólares em Moçambique

Maior parte do investimento está concentrada em Maputo
Autor: Redação

O fundo de imobiliário Delta International anunciou hoje a intenção de investir 90 milhões de dólares em edifícios de retalho e escritório em Moçambique, país onde já detém imobiliário avaliado em mais de 50 milhões de dólares.

Em comunicado, citado pela Lusa, a empresa afirma estar “a analisar um investimento total de 90 milhões de dólares [cerca de 72 milhões de euros] em edifícios de retalho e escritórios”.

“A Delta International é o primeiro fundo de imobiliário cotado em várias bolsas a investir diretamente no mercado lucrativo e de rápido crescimento que é Moçambique”, diz a mesma nota, que refere que o fundo “oferece a vários investidores em imobiliário, em vários pontos do mundo, acesso direto às oportunidades criadas pelo atual grande crescimento do continente africano”.

“Iniciámos recentemente a nossa estratégia de crescimento em África e Moçambique foi uma escolha óbvia de investimento na nossa primeira fase de expansão.

O país oferece aos investidores acesso a uma economia em crescimento, sustentada nos recursos naturais e no turismo, a qual está a atrair um número crescente de empresas multinacionais”, considera Sandile Nomvete, presidente da empresa, listada nas bolsas de valores das Bermudas e de Joanesburgo, na África do Sul.

A Delta International já possui imobiliário avaliado em 52 milhões de dólares (equivalente a 41,6 milhões de euros), nomeadamente dois prédios “em localizações ‘premium’” na capital de Moçambique, Maputo.

“A Delta International está bem posicionada para capitalizar as oportunidades de crescimento, continuando a manter e desenvolver a sua relação com os promotores imobiliários chave em Moçambique e no resto do continente, identificando de forma estratégica e garantindo propriedades de grande qualidade”, refere ainda o presidente da companhia.

Além de Moçambique, o fundo também detém propriedades em Casablanca, Marrocos, e pretende expandir-se, “de forma prudente”, para a África Ocidental, nomeadamente Gana e Nigéria.