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Emblemática sede do DN transformada em condomínio de luxo

Autor: Redação

O emblemático edifício modernista do Diário de Notícias (DN) na Avenida da Liberdade, em Lisboa, tem os dias contados como redação de vários jornais e revistas, que por ali passaram ao longo de quase um século de história. Em breve vai ser transformado num empreendimento imobiliário de alta gama, com um condomínio de habitação e uma zona de serviços. 

O projeto de reabilitação do edifício desenhado pelo arquiteto Porfírio Pardal Monteiro, em 1936, terá de garantir a preservação da marca DN (desenhada com as míticas letras góticas) e, para isso, a fachada será revestida a pedra e será mantida a torre encimada por um farol, segundo conta o Observador. Mas não só.

Os novos proprietários terão também de respeitar outras características relacionadas com o interior, que contém um valioso espólio, no qual se inclui mobiliário algum dele desenhado por Daciano Costa, quadros e esculturas de diversos autores, textos originais de escritores, dezenas de desenhos de Stuart Carvalhaes (muitos inéditos), uma caneta de diamante da administração, entre outros artigos. 

Vencedor do prestigiado Prémio Valmor nos anos 40, por ser a primeira edificação moderna da principal avenida de Lisboa, o edifício de oito pisos demorou três anos a ser construído e, na sua origem, tinha uma área útil de oito mil metros quadrado e uma gráfica a funcionar dentro.

Atualmente, o prédio classificado como Imóvel de Interesse Público é constituído por dois grandes blocos ligados por corredores internos e conta com duas entradas: o acesso original através da Avenida da Liberdade e a entrada por uma porta nas traseiras, na rua Rodrigues Sampaio.

Edifício vendido por 25 milhões de euros a americanos

Os jornalistas do grupo de comunicação Global Media, entre os quais do DN, JN e TSF, mudam-se agora do Marquês de Pombal para as Torres de Lisboa. O grupo de origem angolana vendeu o edifício sem nunca revelar grandes detalhes ao mercado. O novo dono do edifício, de acordo com o Correio da Manhã, será um fundo norte-americano que terá pago entre 20 e 25 milhões de euros.

O recheio do edifício, em que se incluem as obras de arte, também segue para as novas instalações, devendo algumas das coleções guardadas no Marquês de Pombal ser emprestadas para integrarem exposições, diz ainda o diário.