O empreendimento habitacional Convento das Bernardas, que reabilitou o antigo Mosteiro da Ordem de Cister em Tavira, quer captar investidores para a aquisição de todos os imóveis disponíveis. São 62 apartamentos – nas tipologias T1 a T3 e com áreas que variam entre os 58 m2 e os 117 m2 – e uma fração de uso comercial, que correspondem a 83% da oferta deste projeto. Os restantes 13 apartamentos já têm proprietário.
Segundo o Público, o processo de venda será liderado pelo Millennium bcp, que é proprietário das 63 frações. “É nossa intenção colocar o conjunto de imóveis de que o banco é proprietário (neste empreendimento) no mercado, com um período inicial destinado a ofertas pela totalidade”, disse Ramiro Gomes, responsável de vendas – Grandes Imóveis Sul da Direção de Negócio Imobiliário do banco.
O responsável adiantou que entre os interessados podem estar “investidores em geral e operadores turísticos nas várias vertentes”, já que que o empreendimento tem uma “vocação para exploração turística, por excelência”.
O BCP pretende promover esta venda agregada durante um período inicial de “cerca de um mês”, mas ainda não definiu quando se iniciará o processo nem o preço base de venda para esta opção. “Os ativos ainda não estão no mercado”, alertou Ramiro Gomes, salientando que já foram feitas abordagens com mediadores e investidores para preparar a sua colocação em venda: “Há diversos operadores de mercado preparados para trabalhar este tipo de ativo de forma muito concreta e direcionada”. Certo é que já há interessados, que aguardam apenas “a definição de preço por parte do banco”, revelou.
Um projeto com a assinatura de Souto de Moura
O Convento das Bernardas transformou em habitação o antigo Mosteiro da Ordem de Cister em Tavira, que acolheu aquela ordem religiosa entre os séculos XVI e XIX. A reabilitação foi realizada a partir de um projeto do conceituado arquiteto Eduardo Souto de Moura, vencedor do prémio Pritzker 2011.
O facto de não desvirtuar o traçado original e de manter a simplicidade das suas linhas, bem como capitalizar o enquadramento paisagístico junto às salinas de Tavira, são mais-valias deste projeto de reabilitação, que conjugou elementos históricos originais com caraterísticas de uma habitação moderna, escreve a publicação.
De referir que além do “normal” processo de reabilitação, foi ainda recuperada alguma maquinaria de uma antiga fábrica de moagem industrial, que está exposta na zona de receção do condomínio.
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