Novo Banco vende sede na Av. da Liberdade para construir megaprojeto nas Amoreiras

Novo Banco vende sede na Av. da Liberdade para construir megaprojeto nas Amoreiras
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Um novo megaprojeto imobiliário de topo - que concentra escritórios, habitação e comércio - está em vias de nascer pela mão do Novo Banco em pleno centro de Lisboa, num quarteirão entre as Amoreiras e a Rua Artilharia 1, que vai acolher a nova sede do banco. Para financiar o projeto, a instituição quer vender 11 edifícios na grande Lisboa, entre os quais o prédio ícone do GES na Avenida da Liberdade, onde há mais de 60 anos funciona a sede do antigo BES, agora Novo Banco.

O objetivo da gestão de António Ramalho, à frente do Novo Banco desde 2015, é construir uma nova sede para concentrar todos os serviços e departamentos, onde fique a trabalhar cerca de metade dos trabalhadores a nível nacional, segundo o Expresso noticia na sua última edição.

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Mas os seus escritórios deverão ocupar apenas cerca de 30% da propriedade com 130 mil metros quadrados, que pertenceu ao Exército e que o Novo Banco assumiu em 2014, depois de executar a promotora imobiliária de Vasco Pereira Coutinho, o Fundo Temple (insolvente) que investiu com crédito do BES.

Desta forma, numa fase seguinte, o Novo Banco quer aproveitar para promover ali uma zona residencial e de comércio, sendo que estes terrenos são, atualmente, dos mais apetecíveis de Lisboa - tanto pela localização, como também pela dimensão e pelo potencial de desenvolvimento imobiliário, já que a Câmara permite que se faça ali tudo.

O projeto poderá custar entre 100 milhões e 120 milhões de euros, que o banco pretende autofinanciar com o encaixe da venda do portefólio imobiliário em curso. Só o prédio da esquida Avenida da Liberdade com a Rua Barata Salgueiro — que terá 15 mil m2 e está numa das melhores zonas da cidade — poderá valer 50 milhões, segundo escreve o jornal, citando fontes do mercado.

Já o Público, que também avança com a notícia da mudança da sede, diz que a mudança da sede para o bloco de imóveis a construir nas Amoreiras faz parte do plano do Lone Star, fundo norte-americano dono de 75% da instituição e especializado no negócio imobiliário.

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