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Parpública prepara venda dos terrenos da Margueira na margem Sul do Tejo

Autor: Redação

A Parpública está a trabalhar para lançar a venda dos terrenos da Margueira, na margem Sul de Lisboa, através da sua participada Baía do Tejo. A expetativa da holding do Estado é concluir a transação no decorrer do primeiro trimestre de 2019. Até ao final deste ano, vão ser realizadas as ações preparatórias necessárias à operação de venda do ativo imobiliário a um promotor, de forma a que a antiga área industrial, conhecida como ‘Cidade da Água’, seja requalificada.

"Ao longo deste segundo semestre, a Baía do Tejo desenvolverá as ações preparatórias necessárias ao lançamento da operação de venda do território da Margueira, processo que inclui, para além dos estudos de avaliação daquele ativo imobiliário de relevante interesse no contexto do 15 Principais Indicadores Acontecimentos Relevantes Resultados Obtidos Evolução Patrimonial do Grupo √ Perspetivas para o 2º Semestre arco ribeirinho sul, a definição do próprio modelo de venda, estando previsto que a transação possa vir a ser realizada no decorrer do 1º trimestre do próximo ano", pode ler-se no relatório e contas da da Parpública do primeiro semestre de 2018.

A Baía do Tejo, empresa pública participada da Parpública, tem como objeto a requalificação dos territórios das antigas áreas industriais da Quimiparque, no Barreiro, da Siderurgia, no Seixal, e da Margueira, em Almada, em conjunto com as autarquias, no âmbito do chamado projeto Arco Ribeirinho Sul.

Projeto apresentado hoje no SIL

O ‘Lisbon South Bay’ - designação utilizada na promoção internacional - é esta quarta-feira apresentado pelo presidente da Câmara Municipal do Seixal, na conferência SIL Investment Pro, que decorre no âmbito do Salão Imobiliário de Lisboa, que hoje arranca no Parque das Nações. Joaquim Santos vai ainda falar da estratégia de requalificação das frentes ribeirinhas do Seixal.

A Baía do Tejo - segundo confirma a Parpública no relatório e contas - "prometeu, a título de garantia, à Câmara Municipal do Seixal, efetuar a dação em cumprimento de 10 lotes de terreno no Parque Industrial do Seixal – 3ª fase (PIS III) em caso de incumprimento do compromisso de boa execução das infraestruturas a efetuar no referido parque, orçadas em 4 660 milhares de euros".

O que é a Cidade da Água?

O projeto tem previsto uma área de construção de 630.000 m2 e, além do parque habitacional, inclui a instalação de um hotel, um museu e um centro de congressos, ligados entre si por praças e canais, dando origem a um conjunto de espaços públicos únicos.

Com dois quilómetros de frente ribeirinha, a futura Cidade da Água contempla também uma marina e um novo terminal fluvial intermodal, que deverá ser constrruído de forma faseada. A presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, afirmou à Lusa, durante o certame MIPIM, realizado em Cannes, em março, que este território é o centro e a alma de Almada. “A ‘Cidade da Água’ começa em Cacilhas e vai até à frente ribeirinha da Cova da Piedade, na zone nobre da cidade de Almada. Vai ter habitação, escritórios, museu, uma marina e zona para empresas”, explicou.

Baía do Tejo assume custos de desmantelamento e responsabilidades ambientais

A Parpública refere que, à data de 31 de dezembro de 2017, tinham sido aplicados 15 milhões de euros em projetos de loteamento relacionados com o Grupo Baía do Tejo, "dos quais 8,4 milhões de euros em projetos em fase de infraestruturação e 6,5 milhões de euros em terrenos com infraestruturas". 

Nas contas do primeiro semestre de 2018, a Parpública revela ainda que "encontra-se constituída uma provisão no montante 5 168 milhares de euros, para fazer face às responsabilidades ambientais decorrentes em questão. Adicionalmente, existe ainda uma outra provisão, destinada a acautelar encargos com desmantelamento de instalações, no montante de 499 359 euros, totalizando 5 667 milhares euros".

Assumindo que "não é ainda possível estimar com rigor o volume global de encargos que resultarão para a Baía do Tejo, decorrentes das responsabilidades ambientais", a empresa explica que as rovisões "destinam-se a acautelar os encargos que poderão vir a ser suportados com a recuperação ambiental do território que lhes está afeto, incluindo igualmente os gastos com a demolição e desmantelamento de antigas instalações siderúrgicas e remoção de resíduos e escombros, com destino a aterro".