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Câmara de Beja vende terrenos a três empresas destinados a construir duas fábricas e um armazém

Cidade alentejana vai receber uma nova fábrica de cerveja e uma outra de xaropes e licores, além de um centro logístico.

Wikipedia
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Autor: Redação

A Câmara Municipal de Beja vendeu nove lotes de terreno onde deverão instalar-se duas fábricas e um armazém, num investimento total previsto de 19,2 milhões de euros que poderá criar 92 postos de trabalho. Em sete dos nove lotes vai nascer uma fábrica de cerveja com assinatura espanhola.

“São expectativas de investimentos que, no caso de se concretizarem, serão muito positivos para Beja”, porque “irão empregar 92 pessoas de forma direta”, disse o presidente do município, Paulo Arsénio, citado pela Lusa. 

Segundo o autarca, “dois dos três investimentos previstos são fábricas, o que vai permitir fomentar o setor secundário, a atividade transformadora, que existe pouco em Beja”. Paulo Arsénio referiu ainda que este “é um dos objetivos" da Zona de Acolhimento Empresarial Norte onde estão os lotes. 

A "expectativa" do município é que a zona empresarial “sirva sobretudo para fomentar indústrias de média dimensão capazes de alavancar a economia do concelho de Beja e, neste sentido, estes investimentos são muito importantes”, frisou o autarca.

Espanhóis investem 16 milhões numa fábrica de cerveja

Paulo Arsénio adiantou ainda que sete dos nove lotes foram vendidos a uma empresa espanhola para instalação de uma fábrica de cerveja, num investimento previsto de 16 milhões de euros e que poderá criar 40 postos de trabalho. 

Um lote foi vendido a uma empresa francesa para instalação de uma fábrica de xaropes e licores, num investimento de três milhões de euros e que poderá criar 50 postos de trabalho. 

O último dos nove lotes foi vendido a uma empresa de construção civil com sede no concelho de Beja, que ali vai instalar um armazém de materiais, num investimento de 200.000 euros e que poderá criar dois postos de trabalho.

Com as vendas dos nove lotes, o município arrecadou um total de 212.467 euros, que inclui a infraestruturação dos espaços e ao qual irá somar-se os valores apurados do Imposto Municipal sobre a Transmissão Onerosa de Imóveis (IMT). 

Após as escrituras, as empresas têm seis meses para apresentar o projeto de arquitetura e especialidades, depois mais seis meses para eventuais correções e posteriormente dois anos para concluir as construções. 

Em caso de incumprimento, o município poderá conceder uma prorrogação de um ano às empresas que apresentarem justificação válida para não terem concluído as construções no prazo inicial ou reservar-se ao direito de comprar os lotes ao preço a que os vendeu, escreve a Lusa.