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Jamaica, Tokyo e Europa mudam de morada: trocam o Cais do Sodré pelo Cais do Gás

Os três míticos espaços da noite lisboeta estão fechados devido à pandemia e o seu espaço na "Rua Rosa" vai ser um hotel. Objetivo é reabrir junto ao Tejo até final do ano.

Photo by Sara Darcaj on Unsplash
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Autor: Redação

Os três míticos bares do Cais do Sodré, em Lisboa - o Jamaica, Tokyo e Europa - vão reabrir numa nova morada, previsivelmente no final deste ano. Fechados há quase um ano, devido à pandemia, e após várias indefinições sobre o seu futuro, com a área que ocupavam na "Rua Rosa" a transformar-se num hotel, os clubes vão mudar-se para junto ao Tejo, no Cais do Gás, a mesma zona onde estão o B.Leza, Titanic e Bar do Rio.

O trio da noite alfacinha, cujo prédio chegou mesmo a encerrar temporariamente há uma década por risco de derrocada, vai contar com “espaços maiores, melhores e mais seguros” com dimensões e lotações máximas a praticamente duplicarem: “309 clientes no Jamaica, 235 no Tokyo e 322 no Europa”. No total, repartido em partes iguais pelos três, serão 675 metros quadrados (m2) sem que nenhum “mude de personalidade”, adiantou ao Público, Fernando Neto Pereira, co-proprietário do Jamaica e Tokyo que confessa deixar o Cais do Sodré com “alguma tristeza”.

Fernando Pereira explicou ao jornal que a decisão definitiva da mudança deve-se à proposta do proprietário do prédio, a Sigmabilities, para “saída antecipada” com a “oferta de uma verba a cada uma das três casas” que dará “uma ajuda na concretização dos futuros espaços”.

As obras no Cais do Gás estão previstas para arrancarem agora em março e deverão prolongar-se por “seis meses”. A data de estreia do trio deverá ser entre outubro e dezembro, dependendo também das decisões do Governo para o setor, mas a tempo de uma festa de passagem de ano de arromba.

Nova casa em armazéns do Porto de Lisboa

Na apresentação do projeto refere-se que “a evolução resulta de um protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa, proprietária dos armazéns (em terreno da Administração do Porto de Lisboa)”. Os clubes deverão custear “exclusivamente” os projetos de arquitetura e as obras – e pagar à CML “uma renda”, sendo que "a autarquia beneficia, em valor patrimonial e em verba, de uma cifra de 2,3 milhões de euros”. Segundo Fernando Pereira, no conjunto o investimento dos três clubes deverá atingir os 1,5 milhões de euros.

O projeto implica também que “não se aumenta a altura dos armazéns [existentes] e, aliás, eliminam-se áreas que ocupavam indevidamente o espaço público”.

Os três espaços serão “complementares e aproveitarão as sinergias”, tanto agora com projetos e obras, como depois. Mas a “personalidade” dos clubes, segundo escreve o Público, não deve mudar, mantendo o Jamaica, o mote dos “clássicos” e de fazer "dançar ao som dos grandes temas da pop, do rock e do reggae”. O Tokyo foca-se nos concertos ao vivo, quer tornar-se “um cartaz de referência com nomes nacionais e internacionais”, e a pista abre nos pós-concertos. O Europa seguirá como clube de espírito underground e sinónimo de música electrónica, mas com pista de dança muito maior.