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Caixa vendeu quarteirão na Baixa ao Grupo Sana com lucro de 50 milhões

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Autor: Redação

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) pode agradecer o bom momento que vivem o imobiliário e o turismo em Portugal, atualmente. O banco público conseguiu uma mais-valia na ordem dos 50 milhões de euros na venda do edifício que detinha da Rua do Ouro, um quarteirão emblemático na Baixa de Lisboa, próximo do Terreiro do Paço. O imóvel com 13.810 metros quadrados (m2) foi vendido por 60 milhões de euros ao grupo de hotéis Sana. 

“Em março de 2019 foi alienado um imóvel da CGD situado na Rua do Ouro, cuja mais-valia foi de 50 milhões de euros”, informa o banco liderado por Paulo Macedo no relatório e contas publicado terça-feira, no site da CMVM, e teve um impacto positivo de 36 milhões de euros no resultado líquido do primeiro trimestre deste ano - quando registou lucros de 126 milhões de euros.

Hoteleiros já tinham feito negócio com BCP

O imóvel, revelou depois esta quinta-feira Paulo Macedo na conferência de imprensa da apresentação de resultados, foi vendido após um processo de venda de um ano, que foi “competitivo” e teve um “desenlace positivo”.

O negócio foi assinado por 60 milhões de euros com o grupo de hotéis Sana, que já no ano passado tinha adquirido um quarteirão na mesma rua a outro banco, o Millennium BCP. Neste caso, estava em causa um imóvel com cerca de 8.850 metros, quadrados distribuídos por seis pisos, numa operação avaliada entre 40 e 50 milhões de euros, segundo preços falados no mercado.

E outros bancos já venderam ativos imobiliários "de luxo" na mesma zona. O tiro de partida foi dado pelo Novo Banco, que depois de ter alienado um imóvel no Marquês de Pombal, colocou no mercado a histórica sede do BES na Avenida da Liberdade por 100 milhões de euros.

O BPI, agora controlado pelos espanhóis do CaixaBank, também vendeu um edifício na Rua do Ouro. O imóvel ocupava um quarteirão inteiro e era delimitado pelas ruas mais históricas da cidade, tendo sido vendido por mais de 66 milhões de euros a um fundo internacional.

Como é o edifício da CGD que foi vendido

O edifício em causa ocupa um quarteirão inteiro, com uma área de 13.810 m2 distribuídos por sete pisos, dos quais dois são em cave e um são águas furtadas, sendo que, em média, cada piso acima do solo tem cerca de dois mil m2.

Com frentes para a Rua do Ouro, Rua de São Julião, Rua Nova do Almada e Rua da Conceição, este imóvel “e foi a principal agência do banco público entre 1966, quando ficou concluído, e até a Baixa deixar, gradualmente, de ser a zona financeira de Lisboa”.