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Os tesouros encontrados na reabilitação do Campo das Cebolas, Lisboa

Este barco regional de transporte mercadorias alimentares e cortiça data do início do século XIX (Fotos: Lusa)
Este barco regional de transporte mercadorias alimentares e cortiça data do início do século XIX (Fotos: Lusa)
Autor: Redação

Sabias que é possível visitar, uma vez por semana, os achados arqueológicos que se encontram nos 900 contentores retirados da obra do Campo das Cebolas, em Lisboa? E que entre eles está um cais pombalino e dois barcos? Pois bem, as visitas decorrem às sexta-feiras de manhã, em grupos de não mais de 15 pessoas. E a ver pelas fotos vale a pena.

Desde setembro, quando começaram as escavações, já foram retirados 900 contentores de achados, a maior parte material de construção (telhas, tijolos e tijoleira), cerâmica comum, vidrada e esmaltada, e também porcelana oriental e italiana, escreve a Lusa, referindo que a escavação do Campo das Cebolas junta uma equipa de arqueologia de 60 pessoas, entre arqueólogos e mão de obra de apoio.

Segundo a agência de notícias, a escavação desvendou ainda material do século XVI, como pentes de madeira, bijuteria, sapatos, contas, e até alfinetes e moedas de ouro, encontrados através de um processo de crivagem com jato de água, que limpa as peças.

O que mais salta à vista é, no entanto, a estrutura do antigo cais, construído após o terramoto de 1755, com três escadarias e uma embarcação de 17 metros de comprimento e três de largura. Datado do início do século XIX, o barco regional de transporte mercadorias alimentares e cortiça no rio Tejo foi encontrado praticamente completo e acostado “a uma estrutura portuária de madeira”, disse Cláudia Manso, diretora-geral da escavação do Campo das Cebolas.

De referir que este é o segundo barco encontrado no local – o primeiro, em pior estado, foi entretanto retirado –, o que provocou alguma surpresa, já que “é incomum encontrá-los em contexto de escavação arqueológica”, salientou a responsável.

Para aquele local está prevista a criação de uma praça, um parque de estacionamento e equipamentos lúdicos, sendo que a EMEL aponta a conclusão da obra para o “primeiro semestre de 2017”.