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Palácio da Ajuda vai ser concluído 222 anos depois do início das obras

Assim será o futuro Palácio Nacional da Ajuda (Foto: TSF).
Assim será o futuro Palácio Nacional da Ajuda (Foto: TSF).
Autor: Redação

A construção do Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, incompleta há 222 anos, ficará concluída em dezembro de 2018 – o concurso público e adjudicação da obra devem estar concluídos em julho de 2017, sendo que o prazo de execução é de 18 meses. O palácio vai ainda acolher um museu com as joias da coroa portuguesa. O projeto é da autoria do arquiteto João Carlos Santos e custará 15 milhões de euros: 11 milhões serão investidos pela autarquia e pela Associação de Turismo de Lisboa (ATL).

O protocolo para dar início à finalização do edifício foi assinado esta segunda-feira (dia 19) numa cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro. António Costa falou de “um dia histórico”, por se poder concluir um edifício mais de dois séculos depois de ter sido iniciado, escreve a Lusa.

O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, revelou que este será um projeto de gestão partilhada entre o ministério, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) e a ATL.

De referir que na ala poente do palácio ficará um espaço museológico com milhares de exemplares das joias da coroa e tesouros da ourivesaria da Casa Real. Castro Mendes disse que a expetativa é que a exposição permanente das joias da coroa tenha mais de 200 mil visitantes anuais e que reforce a posição do Palácio Nacional da Ajuda no futuro eixo de equipamentos culturais Belém-Ajuda.

Já Fernando Medina, presidente da CML, explicou que dos 11 milhões de euros a investir pela autarquia seis milhões serão provenientes da taxa turística, que está a ser aplicada desde janeiro deste ano e que pela primeira vez serão aplicadas na área da cultura e do património. Acrescem mais dois milhões de receitas próprias e três milhões de um empréstimo a contratualizar.

O autarca explicou que a repartição das receitas que surgirão do espaço museológico, com a cobrança de entradas, por exemplo, será equitativa entre a ATL e a Direção-Geral do Património Cultural, organismo afeto ao Ministério da Cultura.