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Construtora MSF vive pesadelo no Qatar mas rejeita sair do mercado

Autor: Redação

No início de 2012, a MSF começou a construir um sonho ao entrar nos mercados do Médio Oriente, com a expansão da atividade para o Qatar. Agora, e quase cinco anos depois a acumular a contratação de novos projetos que somavam milhões, a construtora portuguesa vive ali dias de pesadelo. Enfrentando sérias dificuldades em duas grandes empreitadas, a empresa presidida por Carlos Pompeu Fortunato rejeita, porém, abandonar o país.

A MSF cresceu para o Qatar através da empresa Al-Mustafawi, Leptis, Fortunato Construction, LCC (MSF Construction Qatar), uma sociedade entre a MSF Engenharia, a família Al-Mustafawi, local,  e a Leptis, com origem maltesa.

Um ano depois desta iniciativa, a empresa ganhou a construção de estradas e infraestruturas na zona industrial de Doha, no valor aproximado de 280 milhões de euros, através de um consórcio em que participava a 50%.

Seguiu-se a obra de construção de infraestruturas e edifícios de apoio da Qatar Emiri Naval Forces Base (QENFB), cuja área em planta totaliza cerca de 9.102 m2, no valor de 322 milhões de euros.

Já 2015, e segundo conta a empresa na sua página web, ganhou o contrato de concepção e construção de uma rede de micro-túneis, de 24 km, em Doha, no valor de 233 milhões de euros. 

900 milhões de empreitadas

Agora, de acordo com o Expresso, a MSF Engenharia vive um pesadelo no Qatar. A construtora reconhece adversidades e percalços em duas das empreitadas e conflitos com os donos de obra, mas nega que esteja de saída do mercado.

“Não abandonamos o país, tentamos encontrar soluções para as dificuldades que enfrentamos e que não são da responsabilidade dos consórcios em que a MSF participa”, reage a a empresa ao jornal.