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Negócio dos resorts volta a florescer animado pela compra de investidores de 40 nacionalidades

Novo empreendimento imobiliário de luxo no Algarve é um dos 50 projetos em marcha / Ombria Resort
Novo empreendimento imobiliário de luxo no Algarve é um dos 50 projetos em marcha / Ombria Resort
Autor: Redação

Depois de anos em crise, o setor dos resorts volta a florescer em Portugal, com a construção de novos projetos e a retoma de alguns que tinham ficado em stand-by. Os ingleses continuam a ser os maiores investidores neste produto turístico-imobiliário, mas há compradores vindos um pouco de todas as partes, mesmo com os preços a subir.

Só no Algarve estão em pipeline 50 projetos habitacionais com potencial turístico e as casas integradas em resorts deverão valorizar 7,1% este ano, escreve o Jornal Económico, citando o “Resorts Market Sentiment Survey”, um inquérito iniciado no quadro do SIR- Turismo Residencial, o sistema estatístico desenvolvido pela Confidencial Imobiliário em parceria com a APR – Associação Portuguesa de Resorts, com o apoio do Turismo de Portugal.

A procura por este produto tem subido, “2017 foi um ano positivo e a previsão para 2018 é de continuidade no crescimento da procura”, diz Pedro Fontainhas, diretor executivo da APR – Associação Portuguesa de Resorts, citado pelo jornal.

Quanto aos preços praticados neste segmento de mercado, Eduardo Abreu, ócio da Neoturis, empresa de consultoria, estratégica e de negócio, direcionada para o acompanhamento do turismo, entretenimento e lazer, declara que depende de resort para resort mas aponta para valores “a partir de 2 500 euros a 3 000 euros/m2 até outros mais próximos dos 8 000 euros a 10 000 euros/m2 no topo do mercado. Não obstante podemos estimar que mais de 50% das vendas estarão posicionadas entre os 3 500 e os 5 000 euros/m2”.

Investimento urbano compete com compras em resorts?

Os principais mercados emissores continuam a ser Reino Unido, Benelux/Escandinávia, e França. Mas há compradores de outras 40 nacionalidades em cinco continentes a investir em resorts portugueses. 

Eduardo Abreu refere também o crescente interesse dos alemães, assim como os mercados com compradores nas regiões de Lisboa ou Porto e que podem evoluir para segundas aquisições em Portugal, como por exemplo, o Brasil.

“O investidor em resorts procura qualidade de vida, em ambiente saudável e seguro, com serviços complementares diferenciados, e a valorização do seu investimento quer pela exploração turística do seu imóvel como pela valorização do mesmo em caso de revenda futura. No entanto, a maioria dos resorts consegue oferecer o melhor de dois mundos, encontrando-se a pouca distância, e com excelentes acessos, de qualquer dos centros urbanos nacionais”, salienta Fontainhas.

Alguns dos projetos em marcha

  • Ombria Resort: novo empreendimento imobiliário de luxo situado no concelho de Loulé, no Algarve, promovido pela empresa de investimentos finlandesa Pontos, com um investimento de 100 milhões de euros para a primeira fase.
  • ‘La Réserve’: promovido pelo Group Terrésens, de origem francesa, vai abranger 10 hectares de espaço preservado junto às dunas, e terá três diferentes tipos de imóveis. Marca o início dos trabalhos do Resort Natural & SPA, na Comporta e vai contar com um hotel-apartamento, as casas de pescadores e as villas.
  • West Cliffs: O conjunto turístico de 5 estrelas, que ocupa uma área de 230 hectares no concelho de Óbidos, além do campo de golfe e do Club House já construídos, vai ter dois hotéis de cinco estrelas, o Hotel da Falésia com 130 e Hotel do Pinhal com 60 quartos e a componente imobiliária que tem a assinatura do arquiteto Sua Kay.
  • Primeiro projeto de Vilamoura World: Vai começar a ser comercializado o Central, um condomínio fechado com 80 casas, com valores a partir de 630 mil euros. 
  • Muda Reserve: projeto Imobiliário /Turístico a desenvolver na aldeia da Muda pelo grupo Vanguard Properties num investimento de 200 milhões de euros.