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Zona do GaiaShopping - alternativa ao Porto para viver?

Vários empreendimentos em construção, sobretudo orientados para clientes médio/alto, têm já parte significativa das frações vendidas.

Autor: Elisabete Soares (colaborador do idealista news)

O GaiaShopping é agora mais do que um bem-sucedido centro comercial do concelho de Vila Nova de Gaia, no Grande Porto. É nas suas imediações que está, agora, concentrada grande parte da oferta de habitação nova, a maioria dela em fase de construção e de comercialização. Os projetos em desenvolvimento estão, sobretudo, orientados para a gama média/alta de clientes - com preços médios que rivalizam com o vizinho concelho do Porto. E o sucesso de vendas destas novas casas é uma realidade, tal como confirmou o idealista/news, numa ronda junto de alguns dos empreendimentos em fase de promoção.

Uma das zonas residenciais em efervescência em Gaia localiza-se junto à Av. Infante Dom Henrique, conhecido pelo lugar do Campo da Rasa - União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso. Outra é na Rua Fernão de Magalhães - União de freguesias de Santa Marinha e São Pedro da Afurada -, junto ao Hospital Privado de Gaia. As duas novas zonas residenciais encontram-se a poucos minutos de distância de carro, entre si, e partilham a facilidade de acesso à zona comercial, bem como às vias de entrada e saída do concelho.

Os preços médios da habitação nova são nesta zona já superiores aos dois mil euros/m2, sendo que as tipologias com maior exclusividade e mais elevadas atingem facilmente os três mil euros, segundo o levantamento feito.

Empreendimentos bem localizados e com fácil acesso

Em declarações ao idealista/news, Pedro Novais, responsável pela mediadora Vila Lusa de Gaia, confirma que parte significativa da oferta de habitação, em fase de comercialização, se localiza junto à zona comercial do Gaia Shopping, que se caracteriza pela boa localização e fáceis acessos.

E explica que, apesar de o interesse por parte dos clientes que procuram habitação ser muito grande, “a oferta não está acessível a um conjunto significativo de famílias”, uma vez que “os preços estão ao nível do Porto”, em muitos destes empreendimentos e, por isso, “inacessíveis à maioria dos que procura habitação a preços médios”, destaca.

Apesar disso, é possível constatar que parte dos empreendimentos em fase conclusão já se encontram vendidos na totalidade e muitos dos projetos, em início de construção, já apresentam vendas de 30 a 50%.

A contribuir para estes resultados contribui o facto de que, tal como indica Pedro Novais, "a habitação nova em Gaia concentra-se nas freguesias litorais e em algumas das zonas consolidadas”. Nas outras freguesias que constituem o extenso concelho de Gaia, não há construção nova, agravando a falta de oferta alternativa para os clientes do segmento médio.

Rua Fernão Magalhães tem agora nova vida

Uma das novas zonas onde se concentram vários projetos em construção tem início na Rua Fernão de Magalhães e desenvolve-se ao lado do Hospital Privado de Gaia, unidade que integra o Gaiart's Plaza Centrum - por sua vez, constituído por um conjunto de lojas e por uma unidade hoteleira.

O espaço que, até há pouco tempo, era uma zona verde, está agora ocupado por um conjunto de prédios em construção. O mais avançado, promovido pela Empril, é o edifício Encosta Poente, fase 1, constituído por 27 frações, distribuídas por T1, T2, T3 e T4, e que, neste momento, se encontra em fase de conclusão. Tem apenas as lojas disponíveis para venda e o último apartamento que foi vendido, um T4 com 192 m2, custou 320 mil euros.

O promotor está já a avançar com a construção de um segundo edifício – o Encosta Poente 2 -, com características semelhantes ao primeiro empreendimento e com parte dos apartamentos já reservada. Com conclusão prevista para o início de 2021, este bloco apresenta preços de 240 mil, no caso do T2, com 96 m2 e 50 m2 de terraço, localizado no quinto piso. Os apartamentos T3, com 124 m2, custam 230 mil euros.

Gaia Flats com mais de 60% vendido

No final da mesma rua Fernão de Magalhães, com o Largo da Telheira Rasa, está a nascer o Gaia Flats, um projeto residencial de maior dimensão, composto por 48 apartamentos, de tipologias T1 a T3, e com mais de 60% das frações já vendidas. Promovido pela Imolimit e construído pela Omatapalo, o empreendimento é constituído por tipologias T1, T2 e T3, com áreas que variam entre os 53 m2 e os 155 m2.

Com a conclusão prevista para meados deste ano, a mediadora Chave Nova tem em comercialização 18 tipologias, T2 e T3. No caso do T2, como 107 m2, apresenta um preço de 260 mil euros. Enquanto o T3, com 134 m2, custa 300 mil euros.

Novas construções crescem no lugar do Campo da Rasa

Outra zona em desenvolvimento fica localizada junto à Av. Infante Dom Henrique, no conhecido lugar do Campo da Rasa. Obedecendo a um plano de urbanização recente, traçado pela autarquia gaiense, é possível verificar o avanço de vários empreendimentos residenciais, alguns já em fase de conclusão, outros em construção, mas na maioria dos terrenos os projetos ainda se encontram em fase de desenvolvimento.

Uma das promoções em fase de construção é o edifício Plaza D. Henrique I, com 24 apartamentos, T1 a T4, e áreas de 78 a 170 m2. Apesar do final da conclusão ainda demorar, encontra-se “vendido a 100%”, segundo informa Sofia Reis, responsável comercial da Chave Nova, mediadora que assegura a sua comercialização.

A segunda fase – com início previsto para março de 2020 – é constituída por 26 apartamentos, T1 a T4, áreas de 60 a 200 m2, e “metade das tipologias já se encontram reservadas”, de acordo com a mesma responsável. Os preços do T1 vão desde 133.000€ (área útil 63 m2); T2 desde 202.000€; T3 desde 267.000€ e T4 por 447.000€.

Edifício Arsil vendido na totalidade

Localizado na Rua Carlos Vale - um dos novos arruamentos da urbanização do Campo da Rasa -, o edifício Arsil está em fase de conclusão e já tem vendidos os 17 apartamentos.

A comercialização está a cargo da Predial Mais, empresa de mediação imobiliária que tem sido responsável pela maior parte das vendas dos edifícios da Arsil, que dá a conhecer que parte das vendas foram realizadas a casais nacionais, alguns deles jovens casais, e outras vendas feitas a estrangeiros, de nacionalidades brasileira e francesa.

Este é um dos poucos empreendimentos em fase de conclusão nesta nova urbanização, já a maioria está a iniciar a construção ou em processo de licenciamento, havendo ainda alguns dos terrenos em fase de venda.