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Imobiliário aumenta lucros do veículo que herdou ativos tóxicos do Banif

Oitante registou resultados líquidos de 34,5 milhões em 2019 e diminuiu a dívida.

Banif
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Autor: Redação

A Oitante - veículo criado em 2015, para ficar com os imóveis e créditos problemáticos que o Santander Portugal não quis quando comprou o negócio bancário do Banif por 150 milhões de euros - fechou o ano de 2019 com lucros de 34,5 milhões de euros, registando assim um aumento de 3,9% nos resultados líquidos face ao ano anterior. E conseguiu fazer o maior reembolso de dívida desde a sua criação, reduzindo-a em 48,2% face a 2018. O imobiliário foi o grande responsável por esta performance. 

O processo de alienação de ativos imobiliários, em 2019,  “atingiu o valor mais alto desde a criação da sociedade, alcançando o montante de 199 milhões de euros, dos quais 71 milhões de euros de ativos diretamente detidos, 14 milhões de ativos da Banif Imobiliária e 114 milhões de euros dos fundos imobiliários”, segundo informa a Oitante em comunicado.

A sociedade veículo, presidida por Miguel Artiaga Barbosa, revela ainda que, "com base nos resultados alcançados, o capital próprio aumentou 44,1% relativamente ao ano anterior, tendo alcançado o montante total de 113,4 milhões de euros".

No que diz respeito à carteira de crédito verificou-se uma diminuição face "à exposição bruta total em 51,8 milhões de euros e foram efetuadas reduções de capital dos fundos de restruturação no montante de 7,7 milhões de euros".

Melhoria da eficiência através de mais receitas afetas à dívida ao longo dos últimos anos

O ano de 2019 fica ainda marcado por a Oitante ter conseguido "fazer o maior reembolso de dívida desde a sua criação, no montante de 185,5 milhões de euros", reduzindo "em 48,2% a sua dívida relativamente ao ano de 2018", amortizando 73,3% da sua dívida inicial que ascendia a 746 milhões de euros. Em 2016, pagava 47 cêntimos de divida por cada euros de receita gerada. "Em 2019 atingiu a meta de 80 cêntimos de dívida paga por cada euro de receita gerada".

Este empréstimo obrigacionista, realizado em 2015 para financiar os ativos tóxicos herdados do Banif, está por conta do Fundo de Resolução, acionista único da Oitante e conta com uma contragarantia do Estado.

Em 2019 a Oitante registou também uma redução de 21 trabalhadores face a 2018, totalizando no final do ano 54 trabalhadores.