Galerias do Ritz renascem como escritórios com investimento de 15 milhões

Galerias do Ritz renascem como escritórios com investimento de 15 milhões
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Por fora tudo igual. Por dentro tudo diferente. As antigas Galerias Ritz - em pleno centro de Lisboa e integradas no icónico hotel de luxo - estão em obras, a cargo da construtora Alves Ribeiro, que deverão terminar dentro de pouco mais de um ano. E 15 milhões de euros de investimento depois, os míticos espaços comerciais da Rua Castilho com a Joaquim António de Aguiar - que estiveram abandonados durante anos - vão dar lugar a um novo projeto de escritórios e restaurante, com a ampliação da área de estacionamento automóvel.

“O espaço estava completamente obsoleto e degradado”, admite Vítor Paranhos Pereira, CEO das áreas Imobiliária e Hoteleira do Grupo Sodim -  a sociedade proprietária das Galerias Ritz e do Hotel Ritz, que mantém desde 1997 um contrato de gestão com a Four Seasons Hotels and Resorts.

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Citado pelo ECO, o gestor conta que “não foi fácil encontrar um a solução que dignificasse o espaço e estivesse de acordo com o ponto de vista urbanístico para a cidade”. 

A intenção agora, e depois de vários projetos falhados, é criar um espaço funcional que consiga agregar os escritórios e o hotel.

Como vai ficar o futuro espaço

Repartida em três pisos, a área de 2.300 m2 vai manter-se, podendo ser usada como espaço único ou ser dividida em quatro escritórios - havendo já interessados no arrendamento, segundo adiantou Vítor Paranhos Pereira num encontro com jornalistas.

O alargamento do parque de estacionamento para 121 lugares, por seu lado, implica a criação de mais um piso subterrâneo e servirá o hotel, os escritórios e o restaurante - que terá lugar onde estava o antigo Snack-Bar Monumental, prevendo-se que tenha acesso direto e independente do resto do empreendimento.

O hotel, tal como recorda o SOL, foi inaugurado a 24 de novembro de 1959, mas as galerias não faziam parte do projeto inicial de Porfírio Pardal Monteiro (1897-1957) e foram erguidas mais tarde, já durante a década de 1960, pelo traço do arquiteto Leonardo Castro Freire (1917-1970), uma vez que o arquiteto Pardal Monteiro morrera ainda durante a construção do hotel.

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