Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Cascais prepara-se para avançar com requisição pública de imóveis

Wikimedia commons
Wikimedia commons
Autor: Redação

Imóveis devolutos ou em avançado estado de degradação. Estes são os alvos da Câmara de Cascais, que pretende avançar com um programa de requisição pública de casas para colocar no mercado com rendas acessíveis, servindo de teste à medida proposta no âmbito da lei de bases da Habitação desenhada por Helena Roseta. A autarquia já fez um primeiro levantamento dos imóveis, alguns deles localizados em zonas centrais e icónicas da cidade, e diz estar disponível para compensar os proprietários.

 “A Câmara de Cascais tem todo o interesse em ser projeto-piloto”, assumiu Carlos Carreiras ao i. 

A ideia do autarca será usar imóveis que estão devolutos – “muitos deles estão em processos de partilhas e os herdeiros até já nem sabem que os têm”, sempre compensando os proprietários “com uma justa indemnização”. Carreiras frisa que, mesmo com os incentivos fiscais que já foram dados pela Câmara de Cascais para a recuperação de casas, há imóveis que continuam ao abandono.

Carreiras explica que na maior parte dos casos se trata de edifícios muito degradados, mas acredita que “com a dinâmica económica e social” que se vive no seu município será capaz de conseguir os meios para fazer as obras que serão necessárias para tornar essas casas habitáveis.

Depois das obras, a ideia será colocá-los no mercado de arrendamento “por um preço justo”, beneficiando os mais jovens e os mais idosos.

Carlos Carreiras acredita que essa será uma das formas de fazer face “à escassez de habitação”, mas também de evitar “a degradação urbana” provocada pelos imóveis devolutos que muitas vezes “estão a cair”. E vai pedir ajuda a universidades para dar corpo ao projeto, tendo em conta “questões de ordem urbanística, arquitetónica, ambiental, económica e sociológica”.

O presidente da Câmara de Cascais, segundo conta o jornal, já fez chegar essa disponibilidade à deputada independente eleita pelo PS, Helena Roseta, mas vai agora entrar na discussão pública da proposta de lei de bases da Habitação para reafirmar a vontade de testar a requisição pública de casas em Cascais.