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Incêndio que destruiu casa de Garrett no Porto sem interesses imobiliários na causa

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Autor: Redação

Um incêndio destruiu, este fim-de-semana, a totalidade do interior do prédio onde nasceu o escritor Almeida Garrett, no centro histórico do Porto. Do edifício devoluto que ardeu, no número 37 da Rua Barbosa de Castro, apenas ficaram as fachadas. Ainda não se sabe o que terá estado na origem do incidente, mas as autoridades estão a investigar.

O prédio onde o autor de “Viagens na Minha Terra” nasceu estava abandonado há já alguns anos e tinha duas fachadas, uma virada para a Rua Doutor Barbosa de Castro e a outra para o Passeio das Virtudes, no número 26.

A Polícia Judiciária (PJ) ainda está a investigar o incêndio que destruiu na madrugada de sábado o interior da casa onde nasceu o escritor Almeida Garrett, no centro do Porto, mas já excluiu que a origem do fogo esteja associada a interesses imobiliários.

Os investigadores da Judiciária, segundo relata o Público, voltaram esta segunda-feira à Rua Dr. Barbosa de Castro para fazerem uma análise mais detalhada dos vestígios, mas tudo indica que o fogo teve origem numa intrusão ilegal do imóvel, feita através de uma porta que estava fechada a cadeado. O fogo começou no interior do prédio, que estava devoluto há cerca de dois anos, e não numa habitação vizinha, como se chegou a avançar, aponta o diário.

As chamas consumiram o edifício  / @Facebook/Porto via TSF
As chamas consumiram o edifício / @Facebook/Porto via TSF

O alerta de incêndio foi dado na madrugada de sábado (27 de abril de 2019), tendo provocado ferimentos ligeiros a dois bombeiros que tiveram de ser transportados para o Hospital de Santo António – receberam tratamentos e, entretanto, já tiveram alta hospitalar. O fogo foi combatido por 44 bombeiros e 13 viaturas, mas acabou por consumir a totalidade do prédio.

Autarquia com direito de preferência sobre o imóvel

A Câmara Municipal do Porto, conta a TSF, tinha a intenção de adquirir aquele espaço para ali instalar um pólo do Museu do Liberalismo.

A autarquia liderada por Rui Moreira tinha, aliás, feito na semana passada uma proposta de compra da casa de Almeida Garrett e desencadeado o processo para classificar o imóvel como de interesse municipal, acrescenta o Público, destacando que a câmara terá direito de preferência no caso de uma eventual venda do prédio.

A fachada do edifício, que incluiu o brasão, é considerada Património Cultural, mas o seu interior não está protegido. A CMP pretendia com esta iniciativa alargar este estatuto a todo o imóvel e incluí-lo assim na rota de celebrações dos 200 anos da Revolução Liberal no Porto.