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Mais 21 imóveis do Estado com rendas acessíveis para a classe média

Convento das Convertidas, em Braga, integra lista de património público que vai ser reabilitado e arrendado / minube
Convento das Convertidas, em Braga, integra lista de património público que vai ser reabilitado e arrendado / minube
Autor: Redação

No total, serão 50 imóveis do Estado que vão ser reabilitados e colocados no mercado de arrendamento acessível. Esta é, pelo menos, a promessa do Governo socialista liderado por António Costa, feita a menos de três meses das eleições legislativas, marcadas para o dia 06 de outubro de 2019. Menos de uma semana depois de anunciar uma lista de 29 imóveis, agora foi avançado o objetivo de incluir outros 21 nesta iniciativa de aumentar a oferta de casas com rendas acessíveis para a classe média portuguesa.

De acordo com Pedro Nuno Santos, que tutela as pastas das Infra-Estruturas e da Habitação, aos 29 imóveis do Estado já anunciados para futura reabilitação e arrendamento por parte da classe média portuguesa, através do Fundo Nacional para a Reabilitação do Edificado (FNRE), juntam-se mais 21 apartamentos para o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IRHU).

O ministro, citado pela Lusa, falava aos jornalistas no hospital psiquiátrico Miguel Bombarda, em Lisboa, no âmbito da cerimónia de apresentação do Programa de Disponibilização de Património do Estado para Arrendamento Acessível, que contou com a presença do primeiro-ministro, António Costa.

Investimento público justificado com necessidade de suprir carências habitacionais do país

Segundo a secretária de Estado da Habitação, Ana Pinho, nem todos os imóveis devolutos do Estado eram adequados para integrar o FNRE, tendo em conta as suas especificidades, tendo sido encontrada a solução de estes serem reabilitados e colocados em arrendamento pelo IRHU.

“Em ambas as situações, não haverá recurso a fundos do Orçamento do Estado, dado serem soluções economicamente sustentáveis, mas há mesmo assim um esforço e investimento públicos consideráveis, mediante a afetação de património construído a este fim”, disse Ana Pinho, segundo escreve a agência de notícias.

Nas palavras da secretária de Estado, o Governo criou “um conjunto de instrumentos” para, de forma “articulada e complementar”, dar resposta “às graves carências habitacionais sentidas no país” de um vasto conjunto de pessoas que “enfrentam hoje problemas de acesso à habitação”.

Além do antigo hospital Miguel Bombarda (área de 44 mil metros quadrados), também o lisboeta quartel do largo Cabeço da Bola (13 mil metros quadrados) está incluído no pacote imobiliário em causa, assim como outros edifícios no Porto, Tavira, Gaia, Sintra, Coimbra, Loures, Vila Franca de Xira, Évora, Portalegre, Guarda ou Figueira da Foz.