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Lisboa sem gente a viver na rua: autarquia vai disponibilizar 400 casas para sem-abrigo até 2023

Plano de 14,5 milhões prevê um reforço na resposta de habitação, de acolhimento temporário e emergência na capital.

Photo by Jon Tyson on Unsplash
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Autor: Redação

Lisboa deu um passo em frente para dar resposta às pessoas em situação de Sem-Abrigo e decidiu reforçar o plano municipal de 4,3 milhões de euros para 14,5 milhões. Uma das medidas do Plano Municipal para a Pessoa em situação de Sem-Abrigo (PMPSA) 2019-2021 passa por disponibilizar 400 casas destinadas a quem vive nas ruas. 

Aprovado por unanimidade pela autarquia em junho, o plano acabou por ser revisto e reforçado, com base na discussão pública e em reuniões ”com o presidente da Câmara, Fernando Medina (PS), e com o Governo", segundo  fonte do gabinete do vereador dos Direitos Sociais, Manuel Grilo (BE), citada pela Lusa.

O BE, partido que tem um acordo de governação com o PS na capital, destacou também que o plano prevê um reforço na resposta de habitação, de acolhimento temporário e emergência, e que será criada uma bolsa de emprego público municipal, além de novas respostas na saúde e na autonomização desta população. “O município de Lisboa mantém o objectivo de dar uma resposta a todas as 361 pessoas sem tecto até ao final do ano 2021, aprofundando respostas de longa duração para além desta meta”, é referido em comunicado do Bloco.

Citado na nota, Manuel Grilo defende que este é um “investimento inédito do país” e uma “resposta sem igual na redução das desigualdades”. Atualmente, o município já financia 80 habitações para pessoas sem-abrigo, no âmbito do programa Housing First, tendo aprovado em novembro o financiamento de mais 100 fogos, num investimento total de 692 mil euros.

Em declarações anteriores à Lusa, Manuel Grilo referiu que o orçamento da autarquia para o próximo ano já tem dotação prevista para o arrendamento de “mais 45 casas”. O Housing First é um projeto promovido pela Associação Crescer, em que as pessoas são integradas em habitações tendencialmente individuais e têm um acompanhamento por técnicos que as ensinam a gerir uma casa tendo em vista a sua integração social.