Estratégia Local de Habitação de Coimbra prevê investimento de 33 milhões de euros

Trata-se de um montante a aplicar nos próximos dez anos, sendo que há atualmente cerca de 600 famílias com grave carência habitacional.
Estratégia Local de Habitação de Coimbra prevê investimento de 33 milhões de euros
Julian Hacker por Pixabay
Lusa
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A Câmara Municipal de Coimbra (CMC) aprovou a Estratégia Local de Habitação (ELH), que prevê um investimento de 33 milhões de euros nos próximos 10 anos para responder às carências habitacionais – há 600 famílias com grave carência habitacional no concelho – e tornar o mercado mais acessível.

Manuel Machado, presidente da autarquia, salientou, citado pela Lusa, a importância do documento para reabilitar e requalificar o parque habitacional, “criando de novo habitação condigna no miolo da cidade para jovens famílias”.

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O documento foi aprovado dia 21 de dezembro de 2020 pela maioria dos 11 vereadores, com quatro abstenções, duas do PSD e outras tantas do movimento Somos Coimbra.

A EHL de Coimbra foi definida para um horizonte temporal de 10 anos e define prioridades a curto, médio e longo prazo na promoção e regeneração urbana no coração da cidade e na criação de mais oferta de arrendamento, através da construção e reabilitação de imóveis.

Segundo Manuel Machado, o documento define três grandes objetivos: responder às carências habitacionais graves, tornar o mercado mais acessível e reabilitar e requalificar o parque habitacional.

“Vamos ter novas frentes de trabalho, com requalificação de habitação para jovens famílias no centro histórico, cooperação com a Universidade de Coimbra na recuperação e requalificação das residências universitárias e Repúblicas de estudantes e cooperação com agentes privados, designadamente na construção de habitação T3 e T4, de que temos falta”, disse o autarca.

O presidente da CMC frisou que a estratégia passa por construir habitação “para servir pessoas ou famílias com características diferentes, de modo a não criar guetos ou concentração de determinado tipo de moradores”.

De acordo com o autarca, a construção da habitação social será diluída pela cidade, para evitar a “criação de guetos ou ilhas”, como aconteceu em décadas anteriores.

Para responder às prioridades, a autarquia prevê construir, até 2024, três novos empreendimentos municipais (em Santa Eufémia, na Fonte do Castanheiro e na Estrada de Vale de Figueiras), e continuar com a requalificação dos bairros municipais.

O executivo de Manuel Machado salienta que o investimento atual na requalificação dos bairros municipais da Rosa, Conchada, Ingote e Celas ascende a cerca de 11 milhões de euros.

“Esta estratégia tem um caráter evolutivo e adaptativo de modo contínuo, contemplando as carências habitacionais existentes no seu território e cujo aperfeiçoamento culminará com a Carta Municipal de Habitação, conforme previsto na Lei de Bases da Habitação”, salientou.

O município de Coimbra tem uma lista de pedidos de habitação social de quase 490 famílias, mas Manuel Machado teme que possa aumentar devido à atual situação pandémica, que está a afetar muitas famílias.

O documento será remetido para aprovação da Assembleia Municipal e só depois a CMC poderá iniciar a elaboração da candidatura a financiamento no âmbito do programa do Governo “1º Direito - Programa de Apoio ao Acesso à Habitação”.

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