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Há 19 projetos construídos em Portugal nomeados para o prémio de arquitetura Mies van der Rohe

A organização acaba de anunciar as primeiras 449 obras a concorrer à edição de 2022. E há ADN português na lista.

Edifício Castilho 203, ARX Portugal Arquitectos / Vanguard Properties
Edifício Castilho 203, ARX Portugal Arquitectos / Vanguard Properties
Autor: Lusa

Dezanove projetos de arquitetura em Portugal, incluindo um de assinatura estrangeira, e dois de arquitetos portugueses construídos fora do país estão nomeados para o Prémio da União Europeia para Arquitetura Contemporânea Mies van der Rohe 2022.

No total, especialistas europeus independentes, associações nacionais de arquitetura e o comité consultivo do prémio nomearam 449 trabalhos de 279 cidades em 42 países, tal como se pode ler no comunicado da organização. Pela primeira vez, encontram-se nomeados trabalhos da Arménia, República da Moldova e Tunísia.

Dos trabalhos nomeados, 19 foram construídos em Portugal. Dois foram ainda construídos fora de Portugal por três gabinetes de arquitetos portugueses: um trabalho de Álvaro Siza e Cor Arquitetos, em Gallarate (Itália), e um trabalho de Manuel Aires Mateus e Vincent Parreira em Clichy-sous-Bois, em França.

O ateliê Aires Mateus, pelas mãos de Francisco e Manuel Aires Mateus, tem um segundo projeto nomeado, com uma Casa em Monsaraz.

O arquiteto Diogo Aguiar tem também dois projetos nomeados: a Pavilion House, em Guimarães, assinado com Andreia Garcia, e um edifício de enoturismo da Quinta da Aveleda, em Penafiel. Igualmente com dois projetos na lista de nomeados está João Mendes Ribeiro, com a Casa São Roque, no Porto, e a Casa no Castanheiro, em Vale Flor, na Mêda.

A Casa Ateliê, em Lisboa, de Inês Lobo, a Casa Triangular, em Lisboa, do Studio LPP, de Luís Pedro Pinto, a Casa na Costa do Castelo, em Lisboa, da Ricardo Bak Gordon, o Bairro de São João de Deus, no Porto, de Nuno Brandão Costa, e o Centro de Artes do Carnaval, em Torres Vedras, de José Neves, contam-se entre os 19 trabalhos portugueses nomeados.

Também nomeada está a requalificação da frente marítima da Horta, nos Açores, por João Ferrão e João Costa Ribeiro do extrastudio, o Palácio Marquês de Abrantes, em Lisboa, pelo Atelier Mob/Trabalhar com os 99%, assinado por Tiago Mota Saraiva, o edifício Ribeira 11, também na capital, por Ricardo Carvalho e Joana Vilhena, a reabilitação do Campo das Cebolas e das Portas do Mar, igualmente em Lisboa, por Carrilho da Graça e Victor Beiramar Diniz, e o edifício Castilho 203 pelos ARX Portugal Arquitetos, assinado por José Mateus e Nuno Mateus são outros dos selecionados.

No Porto, a Tipografia do Conto, pela Pedra Líquida (assinado por Alexandra Coutinho, Nuno Grande, Rita Basto e Jorge Gomes), um conjunto de seis casas e um jardim, pelo ateliê FALA, assinado por Filipe Magalhães, Ana Luisa Soares e Ahmed Belkhodja, bem como a reabilitação de três edifícios da Rua do Almada, por Figueiredo+Pena Arquitetos, também integram a lista dos nomeados portugueses.

Adicionalmente, um projeto em Lisboa intitulado Dodged House, pelo espanhol Daniel Zamarbide e pelo suíço Leopold Banchini, faz também parte dos escolhidos para o prémio.

Todos estes trabalhos serão agregados em setembro com um novo grupo de nomeados, acrescenta uma nota da organização, fruto do impacto da pandemia de Cvid-19, que fez com que a seleção de nomeados se desenrolasse em duas fases.