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“Em Casa”: exposição de arquitetura no CCB sobre as diferentes formas de habitar

É inaugurada esta sexta-feira (16 de abril de 2021) no espaço Garagem Sul, do Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Pode ser visitada até 5 de setembro.

Casa do Vapor do ex-colectivo francês Exyzt, na Trafaria / Cortesia Garagem Sul/CCB
Casa do Vapor do ex-colectivo francês Exyzt, na Trafaria / Cortesia Garagem Sul/CCB
Autor: Redação

Em que casas habitamos? Como é que os arquitetos de hoje desenham as nossas moradas e como é que as noções de habitação se transformaram no tempo da última geração? Estas perguntas são o mote da “Em Casa - Projetos para Habitação Contemporânea", uma exposição que explora as várias possibilidades de habitação através de projetos de vários arquitetos, desde abrigos de escala reduzida até grandes habitações coletivas. É inaugurada esta sexta-feira (16 de abril de 2021) no espaço Garagem Sul, do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e conta com a curadoria de Margherita Guccione, Pippo Ciorra e André Tavares e Sérgio Catumba.

Concebida a partir do acervo do museu MAXXI em Roma, a exposição parte da pequena escala do abrigo à grande dimensão da habitação coletiva, dando relevo a experiências complexas e híbridas que testemunham a nova relação entre indivíduos e comunidades. A exposição tem como ponto de partida duetos de projetos, em que materiais originais do arquivo de arquitetos italianos contracenam com trabalhos de arquitetos contemporâneos em duetos reveladores. Em Lisboa, as duplas apresentadas em Roma são complementadas com exemplos portugueses, que expandem o sentido e as leituras que decorrem dos materiais apresentados.

"A exposição é interminável, parte do conjunto de Roma, dos diálogos de projetos [de arquitetos italianos, do arquivo de arquitetura do MAXXI]. A uma seleção de exemplos juntaram outros do mundo fora, contemporâneos e históricos. A cada um deles, juntámos exemplos portugueses. É uma desmultiplicação que permite visitas cruzadas, como um puzzle", explicou André Tavares, um dos curadores, à Lusa.

Um dos exemplos, que André Tavares designou como "Steam House", apresentado em fotografias, é uma casa sem quartos, com cozinha e biblioteca, da autoria de Exyzt, construída na Cova do Vapor em 2013, em contraponto com a 'villa' Malaparte, em Capri, de Alberto Libera, e com o abrigo Bivacco Fanton, nas Dolomitas, do estúdio de arquitetura Demogo.

Casa do Vapor do ex-colectivo francês Exyzt, na Trafaria / Cortesia Garagem Sul/CCB
Casa do Vapor do ex-colectivo francês Exyzt, na Trafaria / Cortesia Garagem Sul/CCB

Aqui está presente a ideia da casa como refúgio, traduzida na construção de abrigos que transformam ambientes inóspitos em lugares sublimes, e que, no caso português, deu origem a um espaço de refúgio coletivo à beira-mar. "A ideia de refúgio e de casa não passa pelo quarto. A casa é um espaço de construção social em articulação com o coletivo", explicou, acrescentando que a casa entretanto foi desmontada e já não existe.

Imagens da exposição