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WC tradicionais no Japão, o novo filão de aposta dos grandes investidores internacionais

Wikimedia commons
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Autor: Redação

Fortress Investment, do SoftBank, e o Odyssey Capital, de Hong Kong, são apenas exemplos dos fundos de investimento que, aliciados pelo boom turístico que vive o Japão - antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio no próximo ano - , decidiram agora apostar num dos negócios mais antigos do mundo, as chamadas 'onsen'. Em causa está um investimento de milhares de milhões de capital aplicado nas tradicionais casas de banho com águas termais, com história desde o tempo dos samurais.

Os grandes fundos, segundo conta a Bloomberg, estão a entrar nesse mercado numa altura em que as casas de banho centenárias, muitos delas de controlo familiar, tentam encontrar sucessores num país que está a envelhecer e onde as pequenas cidades e aldeias se deparam com a migração dos jovens.

A Odyssey, juntamente com dois outros investidores, comprou no ano passado o seu primeiro onsen japonês, uma pousada com 28 quartos com piso de tatame perto do Mar do Japão, chamada Kagetsu, ou "lua florida".

Christopher Aiello, diretor-geral do braço imobiliário no Japão da Odysey, disse à agência de notícias internacional que a empresa planeia investir 500 milhões de dólares nos próximos três anos com a compra cerca de 20 hotéis japoneses tradicionais, conhecidos como ryokan.

"O setor hoteleiro japonês tem enormes oportunidades de investimento", disse Aiello em entrevista. "Muitos desses ryokan estão muito desvalorizados depois de muitos períodos de recessão e má gestão, mas muitos deles estão localizados em belos cenários naturais".

As fontes termais japonesas também se tornaram alvo do investimento de outras grandes empresas. A Breezbay Hotel, com sede em Yokohama, pretende comprar 100 alojamentos e pousadas onsen nos próximos cinco anos, segundo aponta a Bloomberg, com base no presidente da empresa, Noritada Tsuda.

A Bain Capital tem vindo a comprar onsens desde 2015, quando investiu numa rede de 29 spas e resorts japoneses, incluindo uma unidade numa ilha artificial na Baía de Tóquio. No mês passado, a empresa de investimentos com sede em Boston inaugurou uma unidade com vista para o mar na zona rural de Mie, elevando o número dos seus ativos hoteleiros no Japão para 36 e com planos de comprar mais.

O Fortress, fundo com sede em Nova Iorque que foi adquirido em 2017 pelo SoftBank por 3,3 mil milhões de dólares, também aposta neste mercado. Em fevereiro, indica a mesma fonte de notícias, o fundo abriu um spa no centro de Osaka, do tamanho de dois quarteirões, onde turistas podem mergulhar em banheiras à beira de um tradicional jardim japonês, com um complexo de hotéis e centros comerciais ao lado e uma torre de 51 andares acima.