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Herdeiro de magnata russo vive num T2 arrendado por 500 euros/mês

Alexander Fridman é filho de Mikhail Fridman, a 11.ª pessoa mais rica da Rússia, segundo o Índice de Bilionários Bloomberg.

Photo by Alexander Smagin on Unsplash
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Autor: Redação

Alexander Fridman é filho de Mikhail Fridman, a 11.ª pessoa mais rica da Rússia e herdeiro natural de uma fortuna de 13,7 mil milhões de dólares, segundo o Índice de Bilionários Bloomberg. Seria difícil pensar, que com este contexto, o jovem vive num apartamento T2 arrendado, em Moscovo, e pelo qual paga 500 euros por mês do seu bolso. Além disso, desloca-se de metro para o trabalho.

"Como, vivo, durmo e visto com tudo o que ganhei sozinho", contou Alexander Fridman num artigo publicado pela Bloomberg, em que é relatado que o jovem magnata regressou à capital russa, no ano passado, depois de concluir o secundário numa escola nos arredores de Londres. 

Alexander partilhou com a agência de notícias que o seu pai sempre lhe disse que pretende doar o seu património para caridade, e, por isso, viveu "com a perspetiva que não herdaria nenhuma fortuna."

Mikhail Fridman é um dos fundadores do Alfa Group, fundado com dois colegas de faculdade, German Khan e Alexey Kuzmichev, nos últimos dias do comunismo. Agora, a empresa de investimentos detém participações no Alfa Bank, o quinto maior banco da Rússia, e na X5, a maior retalhista alimentar do país. Em 2013, cofundou a LetterOne para investir os 14 mil milhões de dólares que a sua empresa encaixou com a venda de seu projeto de petróleo com a BP à Rosneft, controlada pelo Kremlin.

Há cinco meses, o seu filho fundou a SF Development, uma empresa de distribuição com cinco funcionários e receitas de 405 mil dólares. Outra empresa distribui produtos para restaurantes de Moscovo. E há a BloggerPass, uma plataforma de marketing online que deve arrancar no próximo mês.

Fridman planeava ir estudar para a Stern School of Business, da Universidade de Nova Iorque, em setembro, mas decidiu fazer um ano sabático e agora estará a considerar abandonar por completo a ideia e dedicar-se, por completo, às suas empresas. 

Dando nota de que Alexander está a gerir o seu negócio sem a interferência do pai, a Bloomberg escreve, porém, que este estará, com certeza, a beneficiar dos seus contactos - visão esta rejeitada pelo jovem empreendedor.

Esta forma privilegiada de empreendedorismo continua a ter peso na Rússia, um país onde os barões têm por tradição empregar os filhos para ensinar como se faz negócio. Olga Rashnikova, 42 de anos, filha do magnata do aço Victor Rashnikov, por exemplo, está no conselho de administração da Magnitogorsk Iron & Steel Works. Ou Andrey A. Guryev, 37 anos, que é CEO da Phosagro, uma fabricante de fertilizantes fundada pelo pai, Andrey G. Guryev.

A legislação russa, tal como escreve a agência de notícias, oferece pouco apoio àqueles que procuram transferir fortunas, fazendo com que o ambiente de negócios dependa de acordos e garantias informais.