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Estas são as ruas comerciais europeias mais afetadas pela pandemia

As ruas foram classificadas com base na afluência de pessoas desde março de 2020, em comparação com os níveis de referência pré-crise. Um estudo da Mytraffic e da C&W.

Photo by Samuel Pollard on Unsplash
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Autor: Redação

A Oxford Street, em Londres, foi a rua comercial europeia mais afetada pela pandemia, com uma queda de 71% no tráfego pedonal, segundo um estudo realizado pela Mytraffic e pela Cushman & Wakefield (C&W). O relatório centra-se nas ruas mais famosas das capitais europeias, nomeadamente Paris, Berlim, Londres, Roma, Madrid e Bruxelas. As ruas foram classificadas com base na afluência de pessoas desde março de 2020, em comparação com os níveis de referência pré-crise.

O número médio mensal de pedestres caiu 66% na Via del Corso, em Roma, 65% na Rue Neuve, em Bruxelas, e 63% na Gran Vía, em Madrid. A Avenida dos Campos Elíseos, em Paris, com uma queda de 44%, foi também uma das mais ruas europeias mais afetadas pela pandemia. A Kurfürstendamm, em Berlim, foi a que menos “sofreu” em termos de fluxo de pessoas, registando uma queda de 35%.

De acordo com o estudo, citado na imprensa nacional e internacional, ao longo de abril de 2020, as principais ruas comerciais da Europa, que costumavam atrair muitas pessoas, ficaram desertas. Muitas vezes desprovidas de "lojas essenciais", e privados do afluxo de turistas, nenhuma destas ainda recuperou os níveis anterior à crise.

Como consequência direta do encerramento das lojas, o valor dos alugueres caiu em quase todas as ruas, cerca de 20% num ano. Trata-se de uma correção de mercado sem precedentes para um período tão curto, salienta o estudo.

No médio e longo prazo, as ruas principais manterão a sua liderança. Apesar da queda no fluxo de pessoas em 2020, os especialistas da Cushman & Wakefield confirmam uma forte procura da parte dos comerciantes. Em Madrid, Roma, Bruxelas e Berlim, os alugueres podem voltar ao normal em 2023. Na Avenida dos Campos Elísios e na Oxford Street, que são mais dependentes do turismo internacional, a recuperação dependerá da rapidez do regresso dos clientes internacionais.