Descobre quando os sacos de plástico transparentes vão deixar de ser usados e as alternativas sustentáveis para frutas e legumes.
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sacos transparentes de frutas
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A utilização de sacos de plástico leves e transparentes para frutas e legumes têm os dias contados. O Governo prepara a eliminação progressiva deste tipo de saco, numa estratégia de combate ao desperdício e à poluição causada pelo plástico de uso único.

Todos os anos, toneladas destes sacos acabam em aterros, rios e oceanos, e demoram décadas a decompor-se. A nova abordagem do Executivo liderado por Luís Montenegro procura mudar hábitos de consumo de forma gradual, apostando na reutilização e em alternativas mais sustentáveis.

Os sacos de plástico transparentes vão mesmo acabar?

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Sim. O Governo confirmou que os sacos de plástico ultraleves e transparentes usados nas secções de frutas e legumes serão eliminados de forma progressiva nos supermercados portugueses.

A confirmação foi dada por Maria da Graça Carvalho, Ministra do Ambiente e Energia de Portugal, que anunciou no início do ano um conjunto de medidas para a substituição dos sacos de plástico ultraleves em super e hipermercados por uma opção mais simples.

O Ministério ainda equacionou uma nova taxa, contudo foi dado preferência à eliminação deste tipo de saco e promover alternativas mais sustentáveis.

O objetivo é mesmo claro: reduzir o consumo de plástico descartável e incentivar comportamentos mais responsáveis por parte dos consumidores e das próprias cadeias de retalho.

Já existe data para o fim dos sacos de plástico?

Sim. O período de transição está previsto até janeiro de 2027. Isto porque esta mudança exige algum tempo de adaptação, tanto para os supermercados como para os clientes. Até lá, os novos formatos reutilizáveis deverão tornar-se cada vez mais comuns.

Segundo o Governo, o foco não passa por penalizar financeiramente os consumidores, mas sim por transformar hábitos de compra, tornando a reutilização a norma em vez da exceção.

Que alternativas sustentáveis vão substituir os sacos de plástico?

sacos sustentáveis
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As opções que estão a ser estudadas e já começam a surgir nos supermercados portugueses apontam para materiais mais resistentes e pensados para múltiplas utilizações. 

Entre as principais alternativas encontram-se:

  • Sacos reutilizáveis em tecido, como algodão ou algodão reciclado;
  • Sacos em plástico reciclado mais espesso, concebidos para uso prolongado;
  • Redes reutilizáveis leves, muito populares noutros países europeus, fáceis de lavar e transportar;
  • Materiais biodegradáveis, embora a grande aposta seja mesmo na reutilização prolongada.

Quanto mais vezes um saco for reutilizado, menor será o seu impacto ambiental ao longo do tempo. Criar o hábito de os ter sempre à mão, no carro, na mochila, na mala facilita a transição e evita esquecimentos. 

Quanto vão custar os novos sacos nos supermercados?

Embora ainda seja cedo para definir valores definitivos para os novos sacos que irão substituir os sacos transparentes descartáveis, alguns supermercados já testam soluções reutilizáveis. 

Atualmente, os preços variam consoante o material e a durabilidade:

  • Existem conjuntos de sacos reutilizáveis disponíveis por cerca de 0,49€;
  • Opções simples em material sintético reciclado rondam os 0,25€ por unidade;
  • Sacos em algodão reciclado ou tecido mais resistente podem custar entre 1€ e 1,50€.

Ao contrário dos antigos sacos ultrafinos, estas alternativas têm um custo associado. No entanto, por serem reutilizáveis, o investimento dilui-se rapidamente ao longo do tempo.

O cliente pode recusar sacos de plástico?

sacos de plástico
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Sim, os consumidores podem sempre recusar sacos no momento da compra e utilizar soluções próprias, como sacos reutilizáveis ou sacos de papel reciclado.

Caso te esqueças dos sacos em casa, uma alternativa passa por transportar as compras no carrinho até ao carro e depois levá-las soltas até casa. Pode ser menos prático, mas é um pequeno gesto com impacto ambiental positivo.

No fundo, a eliminação dos sacos de plástico transparentes prevista para janeiro de 2027 representa mais um passo na transição para um consumo mais sustentável em Portugal. 

Embora possa parecer uma alteração pequena no quotidiano, o impacto acumulado é significativo. Haverá menos plástico nos ecossistemas, menos resíduos nos aterros e uma maior consciência ambiental coletiva.

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