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Maior túnel ferroviário do mundo debaixo do mar enfrenta primeira "prova de obstáculos"
Bloomberg

Construir o maior túnel ferroviário do mundo debaixo de água. O plano está em marcha, mas surgiu o primeiro obstáculo chamado Estónia. No início do ano foi fechado o acordo para o financiamento de 15 mil milhões de euros do projeto que pretende ligar este último país à Finlândia, mas surgiu um contratempo. A Estónia precisa de “mais detalhes” do projeto antes de dar o “sim”.

"Precisamos de saber claramente de onde vem o dinheiro e qual o montante", diz o ministro da Economia da Estónia, Taavi Aas, em entrevista à Bloomberg. "Onde estão as garantias de que o projeto vai ser finalizado? Os responsáveis pelo projeto ainda não responderam a esta questão de como estimaram o volume de passageiros que vai ser transportado no túnel".

O túnel que irá ligar os dois países tem um alcance superior a 100 quilómetros e prevê a construção de pelo menos uma ilha artificial. O projeto inicial foi concebido pelo empresário finlandês Peter Vesterback, sendo que o financiamento será avançado pela chinesa Touchstone Capital Partners, que cobrirá todos os custos do projeto, de acordo com a Finest Bay Area Development, empresa responsável pelo desenvolvimento do túnel.

Maior túnel ferroviário do mundo debaixo do mar enfrenta primeira "prova de obstáculos"
Bloomberg

Conta a publicação norte-americana que o estudo de viabilidade apresentado o ano passado pelos dois países mostra que o túnel é viável economicamente no âmbito de uma parceria público privada e com o apoio de fundos da União Europeia que representem 40% do custo previsto entre 13 e 20 mil milhões de euros. Ainda assim, a Estónia não está convencida, considerando que o calendário de abertura do túnel em 2024 não é realista.

O país báltico está diponível para assinar o memorando de entendimento com a Finlândia, mas precisa de mais detalhes sobre o projeto para fazê-lo. "Se a empresa que está a desenvolver o projeto disser hoje que não quer garantias por parte dos dois governos, simplesmente não podemos deixá-los começar a escavar o túnel", disse Taavi Aas, acrescentando que "não é assim que funciona".

A empresa responsável pelo projeto está a trabalhar “para providenciar mais detalhes para responder ao governo”, segundo Paul Kunnap, um advogado que representa a entidade. Ainda assim, e para responder às dúvidas do governo estónio, o responsável acredita que será necessário fazer mais estudos.

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