
Até agora, dois países escandinavos abrigavam os dois edifícios de madeira mais altos do mundo. A Torre Mjösa, com 85,4 metros na Noruega, e o Sara Kulturhus Center, com 75 metros na Suécia. No entanto, passaram para o segundo e terceiro lugares do ranking. Isto porque acaba de ser construído um novo edifício em Milwaukee (EUA), certificado pelo Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH).
Ascent, como é chamada, é uma torre de madeira maciça de 86,6 metros de altura projetada pela Korb + Associates Architects. A inauguração aconteceu em julho de 2022, dois anos após o início do processo de construção. O processo reuniu especialistas de todo o mundo e estabeleceu um modelo que pode ajudar a trilhar o caminho para projetos futuros.

Com 25 andares, entre outras características, possui base de betão. O restante da estrutura é feito de compensado (CLT) e madeira laminada. O projeto da empresa de arquitetura para a torre foi baseado no design biofílico.
De acordo com a Korb, além de fornecer "estética superior", a madeira do Ascent captura CO2 suficiente para ser o equivalente a tirar mais de 2.000 carros das ruas por um ano. A par disto, estima-se que com a escolha dos materiais, economizou também “três a quatro meses de tempo de construção”.

Segundo o site do CTBUH, “estima-se que o uso de madeira maciça para o sistema estrutural reduziu o tempo de construção em aproximadamente 25%, em comparação com uma edificação de betão convencional da mesma escala. O Ascent foi construído usando um modelo de “gémeo digital”, para que cada viga, coluna e painel pudesse chegar ao local pronto para montagem, com furos pré-perfurados com precisão de 1,5 milímetros.”
Apesar de ser um marco muito recente, tudo parece indicar que este merecido primeiro lugar não vai durar muito tempo. O mesmo arquiteto que projetou o Ascent, Jason Korb, já está a trabalhar num novo prédio de madeira maciça de 29 andares em St. Louis, que seria cerca de dez metros mais alto. Além disso, do CTBUH asseguram que existem muitos outros que estão projetados ou já em construção e que ultrapassarão a altura do Ascent.




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