Os preços das habitações novas na China caíram pelo trigésimo primeiro mês consecutivo em dezembro, no contexto de uma prolongada crise imobiliária, que voltou a agravar-se no final de 2025, apesar das medidas de estímulo anunciadas pelas autoridades.
Os preços em 70 cidades selecionadas recuaram 0,37% em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados esta segunda-feira (19 de janeiro de 2026) pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE), que tinham revelado uma contração de 0,39% em novembro.
Das referidas cidades, 58 registaram reduções no preço da habitação nova, face a 59 em novembro, enquanto seis – entre elas algumas importantes como Xangai – registaram subidas, um número ligeiramente inferior ao do mês anterior (8).
Os cálculos com base nos dados do GNE refletem também uma redução mensal de 0,7% no preço das habitações em segunda mão em dezembro, a um ritmo ligeiramente mais acelerado do que na leitura anterior.
A totalidade das 70 cidades analisadas pelo GNE registou descidas no preço da habitação usada em novembro.
Nos últimos anos, as autoridades chinesas anunciaram várias medidas para travar o colapso do mercado imobiliário, um tema que preocupa Pequim pelas implicações na estabilidade social, já que a habitação é um dos principais veículos de investimento das famílias chinesas.
Uma das grandes causas da recente desaceleração da economia chinesa é precisamente a crise do setor imobiliário, cujo peso no PIB nacional – somando fatores indiretos – era estimado em cerca de 30%, segundo alguns analistas.
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