Oferta não acompanha pedidos para construir e reabilitar casas

A taxa de resposta aos pedidos desceu de 75% em 2025 para 28% em 2026, evidenciando a pressão crescente sobre o setor.
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Os portugueses estão a investir cada vez mais na melhoria e valorização das suas habitações. Prova disso é o crescimento de 93% dos pedidos de serviços de construção e remodelação durante o primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2025.

Contudo, de acordo com a Fixando, plataforma de contratação de serviços online, a oferta não tem correspondido ao grande aumento da procura, tendo reduzido de 75% no ano passado para 28% este ano, o que demonstra que o setor está a enfrentar uma situação de escassez de mão de obra.

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“Estes números mostram um mercado muito dinâmico, mas também revelam um desequilíbrio entre a procura e a oferta de profissionais. Há cada vez mais portugueses a querer construir, remodelar ou reabilitar as suas casas, mas a disponibilidade dos especialistas não está a acompanhar esse crescimento”, revela, em comunicado, Alice Nunes, diretora de novos negócios da Fixando.

Para a plataforma de contratação de serviços online, esta realidade pode levar a desafios como maiores tempos de espera para os consumidores, agendas mais preenchidas para empresas e trabalhadores independentes e maior dificuldade em encontrar especialistas disponíveis para iniciar novos projetos. No entanto, pode também ser uma boa oportunidade para profissionais e empresas do setor reforçarem a sua presença no mercado.

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Estes são os serviços mais procurados na Fixando:

  • Remoção de lixo e entulho (27%);
  • Construção de casa modular (13%);
  • Construção civil (12%);
  • Remodelações (12%);
  • Obras em casa (10%);
  • Remoção de amianto (6%).

No que se refere a localizações, a maioria dos pedidos registados concentra-se no distrito de Lisboa (27%), seguindo-se os distritos do Porto (14%) e Setúbal (12%). Seguem-se depois os distritos de Aveiro, Braga, Faro, Leiria e Santarém, todos com uma percentagem de 6% de pedidos.

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