Todas as semanas, o idealista/news vai à descoberta de casas originais e, desta vez, encontrou um apartamento que não se limita a fazer parte de um prédio. No Papillon Nature, em Coimbra, a arquitetura transforma o edifício numa espécie de jardim vertical, com varandas curvas, madeira, vegetação e grandes superfícies envidraçadas.
Projetado pela Krast Arquitetos, o empreendimento distingue-se à distância. Os volumes parecem sobrepor-se em camadas, enquanto os terraços acompanham as linhas arredondadas da fachada e criam uma transição contínua entre as casas e o espaço exterior.
À venda por 980.000 euros no idealista, este apartamento T3 conta com 334 metros quadrados (m2) de área bruta, 181 m2 úteis, três suítes, terraço generoso e uma garagem fechada com capacidade para cinco viaturas.
Uma arquitetura pouco convencional
Há edifícios que se reconhecem pela altura, outros pela cor ou pela assinatura do arquiteto. O Papillon Nature destaca-se por outra razão. A sua arquitetura parece ter sido desenhada para ser observada em movimento, revelando diferentes formas consoante o ângulo.
As fachadas não são planos lisos e repetitivos. Avançam e recuam, formam curvas e criam varandas amplas que acompanham o desenho dos volumes. A madeira e os tons quentes dão corpo ao conjunto, enquanto a vegetação introduz uma camada viva entre a casa e a cidade.
Visto de cima, o empreendimento parece uma composição de terraços habitados. Visto de frente, lembra uma encosta onde os apartamentos se foram acomodando entre árvores, floreiras e varandas. Cada fração tem uma relação direta com o exterior, mas o conjunto mantém uma identidade arquitetónica muito marcada.
Em vez de um bloco residencial fechado sobre si próprio, o Papillon Nature abre-se para a paisagem, multiplicando os pontos de contacto com o céu, a luz e o verde.
Projeto para se viver ao ar livre
O projeto foi assinado pela Krast Arquitetos, que apostou numa linguagem contemporânea, mas longe da ideia de edifício anónimo. As linhas curvas, os grandes vãos envidraçados e a sucessão de terraços dão ao empreendimento uma presença quase escultórica.
A fachada funciona como uma segunda pele do edifício. As varandas não aparecem apenas como acrescentos funcionais, mas como elementos que organizam a própria composição. São espaços para estar, plantar, receber luz e prolongar as divisões interiores.
As plantas suavizam a transição entre o betão, a madeira e o vidro. O resultado aproxima o empreendimento de uma arquitetura integrada na paisagem, mesmo estando inserido numa zona urbana consolidada.
O espaço interior: a sala abre-se para um terraço generoso
A entrada no apartamento faz-se por uma distribuição que separa naturalmente as áreas sociais das zonas privadas. O percurso conduz à sala e à cozinha, formando um espaço amplo, luminoso e preparado para diferentes momentos do dia.
As grandes superfícies envidraçadas levam a luz para o interior e enquadram a envolvente. Quando as portas se abrem, a sala prolonga-se para o terraço, criando uma área contínua para refeições, descanso ou convívio.
O terraço é uma das características que mais aproxima este apartamento de uma moradia. Tem dimensões generosas e oferece espaço para criar várias zonas, desde uma sala exterior a uma área de refeições ou um pequeno jardim privado. Num contexto urbano, esta extensão exterior torna-se quase uma divisão adicional da casa.
A cozinha integra-se na área social e beneficia da mesma relação com a luz e o exterior. O desenho em plano aberto facilita a circulação e permite que quem cozinha continue ligado à conversa, à vista e à vida da sala.
Três suítes dão ao T3 uma escala pouco habitual
Na área privada, o apartamento apresenta uma configuração invulgarmente confortável. Os três quartos são suítes, o que significa que cada um dispõe de uma casa de banho associada e de maior autonomia.
Esta opção é prática para uma família, mas também para quem recebe visitas com frequência. A suíte principal pode funcionar como um espaço mais reservado, enquanto as restantes podem receber filhos, familiares ou convidados sem sacrificar privacidade.
O apartamento tem quatro casas de banho no total, armários embutidos e uma distribuição pensada para evitar corredores excessivos ou áreas desaproveitadas. Apesar de ser anunciado como T3, os 181 m2 úteis permitem criar ambientes distintos e adaptar a casa a vários estilos de vida.
Tecnologia integrada: domótica e ar condicionado
A arquitetura é o elemento mais visível, mas o conforto tecnológico está presente nos bastidores. O apartamento conta com sistema de domótica, permitindo controlar diferentes funções da casa de forma integrada.
A climatização é assegurada por ar condicionado por conduta, uma solução que evita a presença de equipamentos expostos nas divisões e contribui para uma leitura mais limpa dos interiores. Os materiais e acabamentos de elevada qualidade completam a proposta.
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