Catarina Beato

Catarina Beato

Escreve há mais de 20 anos. Passou por redações, publicou cinco livros e criou projetos digitais pioneiros. Mãe de quatro, apaixonada por arquitetura e por histórias de casas, pessoas e lugares, conta-as em formato multimédia no idealista/news.

Margarida Caldeira

"Falar de habitação é muito mais que resolver um problema quantitativo"

Instalado na emblemática Estação do Rossio, edifício no centro de Lisboa cuja reabilitação assinou, a Broadway Malyan celebra três décadas de atividade em Portugal. Em entrevista ao idealista/news, a arquiteta que lidera o atelier em Portugal identifica a habitação como um dos maiores desafios do país. “Há uma forte carência de habitação em Portugal, transversal a todos os segmentos. A mais urgente de suprir é, sem dúvida, a habitação permanente para jovens e famílias de classe média.”, aponta Margarida Cabral. Mas, como defende a especialista, falar de habitação hoje é ir muito além da resposta tradicional e aponta outras soluções residenciais: modelos como o coliving, o flex-living, as residências para estudantes e seniores ou as branded residences, que começam a ganhar espaço num mercado ainda pouco explorado a nível nacional, mas com procura crescente.

Objetos em casa: mais que decoração, reguladores de emoções

Durante muito tempo, falámos da casa sobretudo em termos de funcionalidade, estética ou investimento. Mas há uma dimensão que tem vindo a ganhar espaço no discurso contemporâneo: a casa enquanto reguladora emocional. Não apenas o espaço em si, mas os objetos que a habitam, as peças de mobiliário que usamos diariamente, as texturas que tocamos e os elementos decorativos que escolhemos (ou herdamos).