Instalar ar condicionado em casa já não é visto como um luxo e passou a ser uma necessidade de conforto, bem‑estar e qualidade de vida. Mas, ainda assim, muitas pessoas hesitam antes de avançar com esta obra porque não sabem ao certo quanto custa instalar ar condicionado, que fatores influenciam o preço, que opções existem e como planear o investimento de forma inteligente e eficiente.
Neste artigo, analisamos com detalhe todos os custos associados - desde equipamentos, mão de obra, tipos de sistemas, requisitos técnicos, até as despesas escondidas que muitas vezes são esquecidas no planeamento.
- Ar condicionado: vantagens para descobrir
- Tipos de ar condicionado e suas diferenças de preço
- Fatores que influenciam o custo da instalação
- Preparar o orçamento: o que deves pedir
- Manutenção: um custo que não podes ignorar
- Consumo de energia e impacto na fatura
- Ar condicionado: erros comuns e como evitá‑los
Ar condicionado: vantagens para descobrir
Antes de falar de números, vale a pena recordar porque cada vez mais famílias escolhem climatizar as suas casas:
- Conforto térmico: em dias de calor intenso, um sistema de ar condicionado eficaz pode reduzir a temperatura interior para níveis confortáveis, especialmente em zonas urbanas onde o efeito de ilha de calor é mais forte.
- Qualidade do ar: muitos sistemas modernos filtram o ar, removendo poeira, pólen, poluentes e até odores, o que é uma vantagem importante para quem sofre de alergias ou problemas respiratórios.
- Valorização do imóvel: em mercados imobiliários competitivos, uma casa equipada com ar condicionado pode ter mais valor e atrair mais interessados.
- Versatilidade ao longo do ano: sistemas com bomba de calor permitem também aquecer no inverno, tornando‑se uma solução completa de climatização.
Tipos de ar condicionado e suas diferenças de preço
O custo de instalação de ar condicionado depende muito do tipo de sistema que escolheres. Há várias opções no mercado, cada uma com características próprias e faixas de preço distintas.
Os modelos mais básicos cumprem a função essencial, mas os de gama média a alta trazem ainda tecnologias como inverter (economia de energia), controlo Wi‑Fi e purificação de ar avançada.
Ar condicionado split (um único ambiente)
Este é o sistema mais comum em apartamentos ou divisões isoladas. Consiste em unidades interna e externa, ligadas por tubagem.
- Custo do equipamento: entre 400 € e 1.200 € por unidade, dependendo da marca e potência (BTU).
- Instalação: normalmente entre 150 € e 400 € por unidade.
- Total estimado por divisão: 550 € a 1.600 €.
Ar condicionado multi‑split (várias divisões com uma só unidade exterior)
Ideal quando queres climatizar vários quartos ou a sala com apenas uma unidade exterior. Este sistema costuma ser mais económico do que instalar vários splits independentes, desde que as distâncias e as necessidades térmicas sejam compatíveis.
- Equipamento: dependendo do número de unidades internas (2, 3 ou mais), pode variar entre 1.200 € e 4.000 € ou mais.
- Instalação: 300 € a 800 € (pode ser mais se a instalação for complexa).
- Total estimado: 1.500 € a 5.000 € ou mais (conforme número de divisões).
Ar condicionado VRF/VRV (sistemas de grande performance)
São sistemas de climatização centralizada de alta eficiência, comuns em grandes apartamentos, moradias ou escritórios. Este tipo de sistema é mais eficiente em edifícios grandes e quando se pretende controlo individual por zona, mas o custo inicial é consideravelmente maior.
- Equipamento: pode ir de 4.000 € a 10.000 € ou mais, dependendo da complexidade e número de unidades.
- Instalação: 1.000 € a 3.000 € ou mais.
- Total estimado: 5.000 € a 15.000 € ou mais.
Ar condicionado portátil
A opção mais barata em termos de investimento inicial, não exigindo obra de instalação fixa. O portátil pode ser adequado como solução temporária ou complementar, mas normalmente é menos eficiente e mais ruidoso.
- Custo do equipamento: 300 € a 800 €.
- Instalação: zero ou muito reduzida (pode implicar um adaptador de janela simples).
- Total: 300 € a 800 €.
Fatores que influenciam o custo da instalação
Mesmo dentro dos sistemas acima, há vários elementos que podem fazer o preço final variar bastante:
Dimensão da divisão
Quanto maior a divisão, maior a potência necessária e, portanto, mais caro será o equipamento. A potência é medida em BTU (unidade térmica britânica), e as recomendações variam conforme área e pé direito.
Isolamento térmico da casa
Uma casa com bom isolamento (janelas eficientes, paredes bem isoladas) precisa de menos potência e energia para manter a temperatura desejada, reduzindo custos com equipamentos maiores e consumo.
Localização da unidade externa
Se o local onde a unidade exterior vai ficar é de difícil acesso (varanda pequena, área elevada, etc.), a instalação pode exigir mais tempo e mão de obra.
Distância entre unidades interna e externa
Instalações com longas distâncias entre as unidades podem exigir tubagem mais cara e um trabalho mais complexo.
Controlo e automação
Modelos com controlo por aplicação, integração com sistemas smart home, sensores de presença ou comunicação remota tendem a ser mais caros.
Capacidade de refrigeração e eficiência energética
Equipamentos com certificações energéticas mais altas são mais eficientes e economizam energia a longo prazo, mas têm preço inicial mais elevado.
Obras adicionais
Em alguns casos, pode ser necessário fazer pequenos trabalhos elétricos, reforçar o quadro elétrico ou instalar proteções adicionais, o que adiciona custos.
Preparar o orçamento: o que deves pedir
Primeiro, é importante pedir pelo menos três orçamentos detalhados ajuda a perceber diferenças de abordagem, componentes e preço final.
Verifica sempre se a empresa que contratas possui as certificações necessárias para instalação e manutenção de sistemas de climatização. Quando fores pedir orçamentos a empresas especializadas, é importante que estes incluam:
- Marca e modelo do equipamento com potência e classe energética.
- Tipo de sistema (split, multi‑split, VRF, portátil).
- Detalhes da instalação (locais de unidades, tubagens, suportes, perfurações).
- Garantias e assistência técnica.
- Previsão de materiais adicionais (suportes, calhas, fachadas, proteção).
- Despesas de eletricidade ou infraestrutura (se necessário reforçar a instalação elétrica).
Manutenção: um custo que não podes ignorar
Instalar ar condicionado não é apenas comprar e montar. Há um compromisso com a manutenção regular, que garante eficiência energética, higiene e durabilidade do sistema.
Principais intervenções de manutenção
- Limpeza de filtros: pelo menos duas vezes por ano (antes do verão e do inverno em sistemas com bomba de calor).
- Verificação do gás refrigerante: garante que o sistema está a funcionar sem fugas ou perda de performance.
- Limpeza e revisão das unidades interna e externa: para evitar acumulação de pó, mofo ou desgaste prematuro.
Custo médio de manutenção
- Visita técnica simples: 50 € a 120 €.
- Manutenção completa (limpeza profunda + pequenos ajustes): 120 € a 300 €.
- Contratos anuais de manutenção: 150 € a 400 €.
Consumo de energia e impacto na fatura
Uma das preocupações mais comuns de quem instala ar condicionado é o custo de utilização. Equipamentos antigos ou mal dimensionados podem consumir muita energia, inflacionando a fatura elétrica.
Dicas para reduzir o consumo
- Escolhe equipamentos inverter: com alta eficiência energética (A++ ou superior).
- Isola bem portas e janelas: reduzir perdas de calor/arrefecimento.
- Usa termostatos programáveis: ajustar a temperatura conforme horários.
- Mantém filtros limpos: filtros sujos aumentam o consumo.
- Evita temperaturas extremas: cada grau de diferença pode representar 6% de consumo adicional.
Ar condicionado: erros comuns e como evitá‑los
Ao planear a instalação, há alguns equívocos habituais que podem fazer disparar o custo ou comprometer o desempenho:
Equipamento sobredimensionado
Pensar que “quanto mais potente, melhor” é um erro. Um aparelho demasiado potente para o espaço causa ciclos curtos de funcionamento, mais desgaste e menos eficiência.
Ignorar o isolamento da casa
Se as janelas e portas deixam escapar ar, mesmo o melhor ar condicionado terá de trabalhar mais e gastar mais.
Não prever manutenção
Pular a manutenção regular reduz vida útil do equipamento e aumenta custos no médio prazo.
Não considerar a distribuição de zonas
Cada divisão pode ter necessidades térmicas diferentes. Sistemas com controlo individual por zona podem ser mais eficientes.
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