“Não é a marca que garante que o serviço vai ser top, é o consultor”
O empreendedorismo corre nas veias de José Costa Rodrigues, que aos 26 já se atirou de cabeça para vários negócios. A aventura começou com a Forall Phones, uma startup de sucesso que foi, entretanto, vendida e continua, agora, no setor imobiliário, com a Relive. Pelo meio, em 2020, chegou a ter um franchising da Remax. Foi aliás a experiência adquirida com o negócio da Forall Phones que fez com que o jovem empresário decidisse, em 2021, avançar com o projeto da Relive, que acabou por levar também para os EUA. “Não é a marca que garante que o serviço vai ser top, é o consultor”, diz em entrevista ao idealista/news.
“Gostava de ser no imobiliário o que o Jorge Mendes é no futebol”
A ligação de José Costa Rodrigues ao futebol é bem visível, por exemplo, através dos vários recortes e imagens de jogadores que tem no escritório da startup imobiliária Relive em Lisboa. A verdade é que antes de ter sido notícia por ter fundado a Forall Phones, um negócio de venda de smartphones recondicionados que ganhou asas, tendo sido, entretanto, vendido, o jovem empreendedor português jogou futebol até aos 17 anos: representou o União de Leiria, tendo sido colega, por exemplo, de Stephan Eustáquio, que agora alinha no FC Porto. José investiu agora no setor imobiliário, com a Relive, mas a analogia com o “mundo da bola” está sempre bem presente.
Impacto da crise nos condomínios? “Prestação é a primeira sacrificada”
O universo da administração e gestão de condomínios sofreu alterações recentemente, com a entrada em vigor da Lei n.º 8/2022, que revê o regime da propriedade horizontal e promete trazer mudanças no setor. Há ainda, no entanto, muito por fazer, estando a “nova lei ainda bastante desfasada da realidade dos condomínios”, revela ao idealista/news Alexandre Teixeira Mendes, presidente da Associação Nacional dos Profissionais de Administração de Condomínios (ANPAC). Na mesma entrevista, e quando questionado sobre o impacto do contexto que se vive no setor, nomeadamente da alta inflação e do aumento do custo de vida, deixa um alerta: “A prestação de condomínio será a primeira sacrificada e o incumprimento é uma certeza”.
Condomínios: “A nova lei ainda está bastante desfasada da realidade”
Viver num condomínio é uma realidade para muitos portugueses, proprietários ou inquilinos. Realidade essa que acarreta desafios, desde logo de convivência entre vizinhos, o que nem sempre é tarefa fácil. Este ano, em abril, entrou em vigor uma nova lei – a Lei n.º 8/2022 –, que revê o regime da propriedade horizontal e promete mudar a vida e gestão dos condomínios. Há ainda, no entanto, muito por fazer, diz ao idealista/news Alexandre Teixeira Mendes, presidente da Associação Nacional dos Profissionais de Administração de Condomínios (ANPAC). “A nova lei ainda está bastante desfasada da realidade dos condomínios”, comenta.
Desafios da mediação imobiliária: a visão de quem anda no terreno
Primeiro foi a pandemia da Covid-19 e agora é a guerra na Ucrânia, que está a contribuir para fazer disparar a inflação – já está nos 8,7% em Portugal – e para acelerar a anunciada subida das taxas de juro. Pelo meio, aumentam também os custos de construção e, claro, o poder de compra dos portugueses é esmagado, à boleia da subida dos preços. Que impacto terão estes e outros fatores no setor imobiliário, nomeadamente na mediação imobiliária? E o que se pode esperar do futuro? Incerteza é palavra de ordem, mas resiliência também. Contamos tudo com a ajuda de profissionais do setor. ”Do lado” da promoção imobiliária, conforme escrevemos, a confiança mantém-se, apesar de haver (muitos) desafios.
Imobiliário português mostra-se no Brasil: SIIBRA realiza-se em agosto
A 3º edição do SIIBRA-Salão Internacional Imobiliário no Brasil está aí à porta: realiza-se de 8 a 12 de agosto em Foz do Iguaçu, no estado do Paraná. “Trata-se de um evento que pretende estreitar e facilitar negócios imobiliários entre investidores do Brasil e de Portugal, além de ser uma oportunidade para promotores e mediadores imobiliários portugueses, que podem apresentar os seus produtos e promover negócios”, começa por dizer ao idealista/news Guimênia Nogueira, responsável pelo SIIBRA.
Imobiliário mais verde: "Há um despertar para a sustentabilidade"
Sustentabilidade, eficiência energética, descarbonização. São termos/conceitos que estão na ordem do dia e que fazem cada vez mais parte do léxico do setor imobiliário e da construção. Aos quais se juntam, por exemplo, os critérios Environmental, Social e Governance (ESG). Mas o que significa “isto” de tornar o imobiliário mais sustentável? “Significa promover edifícios mais saudáveis e confortáveis para os utilizadores, com uma construção que tenha um menor impacte ambiental, a um custo viável para o investidor”, começa por dizer ao idealista/news Ana Luísa Cabrita, Head of Environmental and Sustainability Advisory Services da Engexpor.
Promoção imobiliária: confiança mantém-se – mas há (muitos) desafios
Depois da pandemia, e num momento de recuperação pós-Covid, a conjuntura geopolítica e económica voltou a mudar. A guerra na Ucrânia fez disparar a inflação e acelerou a anunciada subida das taxas de juro. No imobiliário, o aumento dos custos de construção, a falta de mão de obra e matérias primas são uma ameaça à estabilidade, e trazem novos desafios a um setor que, até agora, tem dado provas de resiliência. No segmento da promoção imobiliária, a confiança no mercado mantém-se, ainda que seja difícil traçar cenários para o longo e médio prazo. O que esperar do futuro? Contamos tudo com a ajuda de profissionais do setor.
Projeto junto ao estádio do Sporting sai do papel: “Será um marco"
“Viver e trabalhar junto ao estádio do Sporting: Norfin investe 200 milhões no projeto Metropolis”. Este é o título da notícia que publicámos em janeiro de 2020. Portugal e o mundo foram, entretanto, afetados por uma pandemia que teima em deixar marcas e, mais recentemente, por uma guerra que está a fazer disparar ainda mais os custos de construção e a empurrar a inflação para níveis elevados, bem como as taxas de juro. Agora, mais de dois anos depois, há luz verde para o referido projeto em Lisboa, que mudará, no entanto, de nome, adiantou ao idealista/news Francisco Sottomayor, CEO da Norfin, salientando que “será um marco para a cidade”.
“Há muito capital a querer entrar em Portugal e pouca oportunidade”
“Detesto dizer que somos um mercado pequeno, mas não somos um mercado muito grande e, de facto, há muito capital a querer entrar e pouca oportunidade, ou oportunidades a menos”. É desta forma que Francisco Sottomayor, CEO da Norfin, respondeu ao idealista/news quando questionado sobre se Portugal ainda é um destino atrativo e se continua e continuará no radar dos investidores imobiliários estrangeiros. O contexto atual é de incerteza, devido à inflação alta e à subida dos custos de construção, bem como das taxas de juro, num cenário que tem como pano de fundo uma inesperada guerra, mas confiança parece ser palavra de ordem.
