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Casa da Volta: um refúgio de sonho "perdido" no sudoeste alentejano 

A ideal sensação de calma e tranquilidade. Um convite para fazer pausa e estar em sintonia com a paisagem do Alentejo.

Casa da Volta em Grândola
Um projeto assinado pelo PROMONTORIO, em co-autoria com João Cravo. / Créditos: Luis Viegas
Autor: Redação

Todas as quintas-feiras abrimos as portas de uma casa de sonho. E desta vez apresentamos um projeto com ADN português. “Perdida” no sudoeste alentejano, no interior de Santa Margarida da Serra, em Grândola, a Casa da Volta destaca-se numa paisagem que parece não ter fim. Um convite para fazer pausa dos dias agitados e desfrutar da vida calma no campo.

Trata-se de um projeto assinado pelo PROMONTORIO, em co-autoria com João Cravo. Neste território remoto, “a suave e ondulante topografia contrasta com a dureza da paisagem, com a sua vegetação seca e esparsa de sobreiros e azinheiras em solos calcários”, lê-se na descrição do projeto. Com uma área bruta de 500 metros quadrados (m2), o conceito da Casa da Volta evoca a tradição da alcáçova portuguesa, que funcionava como uma cidadela defensiva, ou monte, com os diferentes volumes construídos no seu interior, protegidos por um perímetro de muros altos, tal como explica o PROMONTORIO.

Esta tipologia de casa agrícola fortificada é, aliás, a forma dominante de ocupação em todo o Magrebe e Mediterrâneo, desde a antiguidade romana e civilização árabe, aos excursos modernos de Fernand Pouillon ou Le Corbusier em Argel.

Créditos: Alexandre Ramos
Créditos: Alexandre Ramos

“A casa foi então concebida como um grande rectângulo murado, em torno do qual internamente se agregam uma série de volumes. O exacto posicionamento da casa na paisagem é formalmente delimitado pelo distanciamento regulamentar permitido aos limites da propriedade. “Para além de um portão de canto e da pequena porta de entrada, as paredes exteriores são cegas; exceção feita ao alçado nascente que se abre para um grande terraço exposto à imensidão da paisagem e à presença de uma pequena ribeira mais abaixo”, lê-se ainda.

Créditos: Luis Viegas
Créditos: Luis Viegas

No interior, três volumes ocupam os lados norte, nascente e poente do grande pátio, constituindo-se, respetivamente, na ala de quartos, na ala de salas e cozinha e, por último, no quarto de serviço e garagem; enquanto o vazio a Sul é ocupado por um pomar.  As áreas comuns funcionam numa sequência clássica de salas, desde a cozinha à sala de estar e biblioteca, separadas por portas de correr simétricas. A área de refeições é dividida da sala de estar por uma grande lareira com uma chaminé metálica suspensa.

O sistema construtivo da Casa da Volta baseia-se em paredes autoportantes de tijolo, sobre as quais assenta um sistema estrutural de vigas de madeira e tabuado, de acordo com o PROMONTORIO. "Revestidas no exterior em alvenaria de pedra caiada de branco, as paredes espessas são cobertas na cimalha por uma telha canudo, por sua vez sugestiva de um telhado que de facto não existe. A espessura da textura destas superfícies simula uma condição vernacular e quase arcaica que é, no entanto, ironicamente negada pela sua escala e desenho".

Créditos: Alexandre Ramos
Créditos: Alexandre Ramos