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L’AND Vineyards: os segredos imobiliários do “lado selvagem da Europa”... no Alentejo

Fomos conhecer o resort alentejano, que abriu há dez anos, a vertente hoteleira e hoje é muito mais. Entrevista com José Cunhal Sendim, fundador e CEO do L’AND Vineyards.

Autores: @Frederico Gonçalves, ilusao.optica (colaborador do idealista news)

O L’AND Vineyards, a vertente turística (hoteleira) do resort alentejano, conhecido, por exemplo, por ter alojamentos – as Sky Suites – onde os hóspedes podem dormir sob as estrelas e entre as vinhas, acabou de celebrar uma década, tendo aberto portas a 30 de abril de 2011. Mas o projeto imobiliário da família Cunhal Sendim, localizado numa propriedade com 66 hectares em Montemor-o-Novo, arrancou antes, em 2008. Passou por várias crises e prepara-se, agora, para fintar mais uma, a da pandemia da Covid-19. “Temos um resort consolidado, que agora tem uma segunda fase de expansão, mas não de consolidação”, revela ao idealista/news José Cunhal Sendim, fundador e CEO do L’AND Vineyards, enaltecendo umas das mais-valias do destino Alentejo: “Costumamos dizer que isto é o ‘The wild side of Europe’, o lado selvagem da Europa, ainda. E é mesmo”. 

A piscina e a calma paisagem característica do Alentejo são o pano de fundo desta conversa com José Cunhal Sendim, que teve lugar numa das casas comercializadas no L’AND - no âmbito da oferta residencial/imobiliária do resort - que faz parte das 11 villas que, por sua vez, integram o núcleo Castelão (ver este artigo sobre a oferta existente no alojamento, sendo que em alguns casos os proprietários podem pôr as unidades, se quiserem, à exploração do hotel).

“O Alentejo é das poucas regiões da Europa que combina um campo fantástico com não estar longe da praia. Nós não temos a noção disso, mas estamos a uma hora da Comporta, a uma hora do litoral alentejano, e não há muitas regiões da Europa que combinem as duas coisas. O Alentejo é ainda um espaço natural completamente preservado. A industrialização não passou por aqui”, analisa.

"O Alentejo é das poucas regiões da Europa que combina um campo fantástico com não estar longe da praia. Nós não temos a noção disso, mas estamos a uma hora da Comporta, a uma hora do litoral alentejano, e não há muitas regiões da Europa que combinem as duas coisas"

Mas o L’AND Vineyards é “mais que um hotel”, como se lê no site do resort. E é mesmo assim. Desde logo por estar rodeado de vinhas e por ter uma adega “para micro-vinificação, que permite aos hóspedes fazerem atividades vínicas, provas, e terem contacto com o mundo do vinho, e aos proprietários fazerem todos os anos o seu vinho no resort”, explica José Cunhal Sendim. Há ainda, entre outros pequenos luxos, um Spa de Vinoterapia e um restaurante que em tempos foi galardoado com estrelas Michellin, quando era liderado pelo chef Miguel Laffan. 

Falar do L’AND Vineyards é falar também de arquitetura. “A ideia de usar a arquitetura como um elemento qualificador foi importante. Estes arquitetos [os que desenvolvem projetos para o resort] têm um tema comum, que é as casas pátio mediterrânicas, que são uma forma de estruturar a casa muito antiga, com tradição milenar no Mediterrâneo, portanto a ideia é que todos façam o seu projeto, mas com este tema central”, explica o responsável e fundador do projeto. Fica a conhecer, em detalhe, alguns dos segredos imobiliários do “lado selvagem da Europa”… no Alentejo.

L’AND Vineyards
L’AND Vineyards

O L’AND Vineyards foi inaugurado há dez anos. Fale-nos um pouco sobre este projeto, sobre o resort?

Estamos muito felizes, o L'AND fez de facto 10 anos na última sexta-feira [30 de abril de 2021]. Nasceu no seio de uma empresa familiar aqui da região, que era uma empresa da minha família, e já tínhamos este ativo, esta propriedade. O objetivo foi criar um projeto que se baseasse na identidade da região, do Alentejo, na sua cultura, mas que criasse valor económico e social e que tivesse, também, uma componente de preservação ambiental. Foi esse o nosso objetivo, o nosso sonho, há dez anos. 

Depois procurámos assentar o projeto em alguns fatores de diferenciação. No fundo ter sempre três pilares: a componente hoteleira, com um hotel pequeno, de charme, a componente residencial, com um conjunto de residências que têm serviço do hotel e do spa, e depois uma ideia que é relativamente inovadora, que é a enologia, ou seja, haver uma adega no hotel, uma adega especial para micro-vinificação. Isto permite quer aos hóspedes do hotel fazerem atividades vínicas, provas, terem contacto com o mundo do vinho, quer aos proprietários fazerem todos os anos o seu vinho no resort. Foi da combinação destes três pilares que nasceu o L’AND Vineyards, que se foi desenvolvendo ao longo dos últimos anos.

Trata-se de um investimento 100% português?

O L’AND é 100% português. Os números de investimento ainda foram significativos. Foi um investimento feito também com apoio, na altura, do Turismo Portugal, do QREN, que foi decisivo. Teve algumas vicissitudes, porque lançámos o projeto dois meses antes do Lehman Brothers falir. O hotel abriu mais tarde, mas nós estávamos a lançar a componente imobiliária em 2008, salvo erro, e apanhámos em cheio toda a crise subsequente. Foi um projeto que nunca teve no lançamento um ambiente fácil, teve sempre um ambiente extremamente adverso. 

Temos muito orgulho de termos superado essa fase e de estarmos agora numa fase consolidada e já a pensar no que podemos fazer a seguir, em como é que podemos consolidar melhor o projeto para os clientes e para os proprietários.

A propriedade tem, ao todo, quantos hectares?

É uma propriedade com 66 hectares. Era uma herdade típica alentejana, que tinha uma função essencialmente agro-pastoril. Foi feito um estudo e fizemos depois toda a parte de desenvolvimento, estudos de impacto ambiental e toda a parte do urbanismo subsequente. O projeto arrancou um pouco antes: os estudos em 2006, 2007, a parte comercial, salvo erro, em 2008, e depois o hotel abriu a 30 de abril de 2011.

L’AND Vineyards
L’AND Vineyards

O L’AND Vineyards é “mais que um hotel”, como se lê no site do resort. Fale-nos um pouco sobre a diferenciação do produto existente, da oferta da vertente residencial/imobiliária do projeto.  

A ideia básica da residência do L’AND é ter um produto que seja diferenciado no mercado nacional e internacional. Temos recorrido a alguns arquitetos que têm experiência internacional, o Masterplan do projeto foi feito pela Promontório, que depois assinou também, por exemplo, o núcleo central do hotel e um conjunto de outras unidades. Mas também recorremos a arquitetos estrangeiros, cujos núcleos estamos agora a desenvolver. 

"A ideia básica da residência do L’AND é ter um produto que seja diferenciado no mercado nacional e internacional. Temos recorrido a alguns arquitetos que têm experiência internacional"

A ideia de usar a arquitetura como um elemento qualificador foi importante. Estes arquitetos têm um tema comum, que é as casas pátio mediterrânicas, que são uma forma de estruturar a casa muito antiga, com tradição milenar no Mediterrâneo, portanto a ideia é que todos esses arquitetos façam o seu projeto, mas com este tema central. Por outro lado, o vinho também é um fator de união de tudo, porque os proprietários podem tornar-se membros do nosso clube de vinho e fazer todos os anos o seu vinho na adega: podem fazer 100, 120 garrafas todos os anos. E isto foram os fatores de diferenciação que no fundo desenharam este produto, que foi-se desenvolvendo ao longo dos anos. Os proprietários podem ainda pôr as unidades, se quiserem, à exploração do hotel e com isso ter um rendimento variável ao longo ao longo dos anos.

Estamos a falar de quantas unidades da componente hoteleira e de quantas unidades residenciais da componente imobiliária?

O hotel é pequeno, tem cerca de 30 unidades de alojamento, que podem ser ou villas, ou unidades com dois quartos ou então o que nós chamamos as Sky Suites, que é uma suíte. Além disso, dentro do resort, há um conjunto de residências, cerca de mais 35 já construídas e habitadas, que são proprietários que as habitam. Muitos são estrangeiros, muitos são portugueses, muitos vivem cá, pelo menos parte do ano, portanto tornam este projeto uma comunidade engraçada, com vários grupos familiares a viverem cá como é natural.

L’AND Vineyards
L’AND Vineyards

Também há investidores portugueses?

Sim, há bastantes portugueses, no princípio houve muitos portugueses, nos anos 2009, 2010. Depois quando retomámos o projeto, em 2015, houve um conjunto maior de estrangeiros. Temos uma comunidade estrangeira aqui já significativa, de vários países do mundo, não só europeus. Desde o Canadá, Nova Zelândia, EUA, também europeus do norte da Europa. Mas é curioso que agora com a pandemia, e nos últimos dois anos, voltámos a ter interesse de portugueses, e as últimas vendas que fizemos, e temos agora algumas unidades em construção, são para investidores portugueses, que procuram uma casa no campo que esteja perto Lisboa e que lhes possa dar algum rendimento também.

"É curioso que agora com a pandemia, e nos últimos dois anos, voltámos a ter interesse de portugueses, e as últimas vendas que fizemos, e temos agora algumas unidades em construção, são para investidores portugueses, que procuram uma casa no campo que esteja perto Lisboa e que lhes possa dar algum rendimento também"

Sentiram que essa tendência de procura por casas no campo, por exemplo, nomeadamente por parte de portugueses, mudou com a pandemia?

Cruzaram-se aqui duas coisas: por um lado, o Alentejo enquanto destino de turismo residencial, não como destino turismo turístico, mas também turismo residencial, o turismo onde as pessoas podem comprar casa pelo menos para estar uma parte do ano, começou a ter mais interesse nos últimos cinco seis anos. Começou primeiro pelo Alentejo litoral, pela Comporta, que tem uma projeção grande no mercado internacional, mas nos últimos anos começou a haver interesse no Alentejo interior, porque há alguns projetos, e não é só o L’AND, que têm uma oferta já qualificada para o mercado internacional e que começa a atrair esse tipo de residentes. 

O interesse do Alentejo é porque é uma oferta bastante menos sazonal, ou seja, a pessoa pode aqui estar a viver o ano inteiro. Está perto da praia, mas tem vida o ano inteiro, tem uma paisagem que vai mudando o ano inteiro, é um destino menos de sol e praia. 

A pandemia, nos últimos quase dois anos, digamos assim, veio acelerar um pouco esta tendência. Começou a haver uma projeção maior do destino Alentejo como destino possível para ter uma segunda residência, numa primeira fase de portugueses, mas creio que o mercado internacional também terá interesse em descobrir. Temos vários residentes que passaram aqui a pandemia, tiveram aqui estes meses, e têm uma boa memória de estar aqui, as pessoas gostaram de ter passado este período aqui, não é um espaço fechado. Acabou por ser positivo para eles. A pandemia de facto acelerou uma tendência que já existia de trás.

L’AND Vineyards
L’AND Vineyards

Há muitas residências em construção atualmente? 

Em termos de oferta imobiliárias temos três tipos de produto. Temos um produto desenhado especialmente para o mercado de investimento, em especial para o mercado Golden Visa, que são unidades de alojamento já construídas que ficam à exploração hoteleira e têm um rendimento garantido. São cerca de nove, dez unidades que temos para comercializar.

Depois temos o que nós chamamos as Villas Castelão [onde decorreu a entrevista], que são villas entre T2 e T3, mas que têm piscina, vista fantástica para Montemor, para a paisagem e para o lago, e já têm um lote à volta dos 800, 900 m2. Estas unidades também são vendidas integradas na exploração turística, mas o proprietário tem possibilidade de as utilizar de forma flexível, entre cinco a dez semanas por ano. 

Além destes dois tipos de unidades, temos ainda as Villas Maiores, como as chamamos, que são lotes de dimensão significativa, com uma área de vinha também significativa, e que são já unidades com lotes a começar nos 2.500, 3.000 m2 que podem ir até um hectare, até 10.000 m2. São quase pequenas quintas, onde a pessoa pode ter a sua casa com uma privacidade total, a sua vinha privada, o seu jardim. 

Neste momento estamos a lançar dois núcleos: um de um arquiteto suíço que gostamos muito, que é o Peter Merkley, que é pouco conhecido em Portugal mas muito qualificado e com uma qualidade extraordinária naquilo que faz, que tem casas diferentes do habitual. E já temos outro núcleo também em comercialização com uma unidade já construída, de um gabinete de um arquiteto inglês, o Sergison Bates, que é um projeto completamente diferente, mas muito interessante e com uma visão muito peculiar do que é uma casa de campo e uma casa de pátio.

Estamos a falar de quantas unidades?

Em termos de Villas Grandes temos em comercialização cerca de 20 unidades. Depois, no produto mais casas ‘townhouses’ ou moradias já construídas para investimento mais focado para o visto gold temos cerca de nove, e neste núcleo das vilas intermédias temos para comercialização ainda quatro unidades, mas temos já algumas em construção, pelo que este núcleo é dos que está mais avançado.

Quanto custa comprar e/ou investir numa residência no L’AND?

Há, como disse, três tipos de produto: moradias em banda para investimento, villas mais pequenas T2 a T3 com piscina e depois villas grandes. Nas moradias em banda, o valor inicial para investimento começa nos 400.000 euros. As villas T2 a T3 com piscina, com um lote de cerca de 800 m2, também com integração na exploração turística, estão entre os 550.000 euros, as T2, e os 660.000 euros, as T3. As villas grandes, a partir de 900.000 euros, um milhão de euros, com a construção chave na mão, ou seja, entregues terminadas.

"Temos tido uma surpresa muito positiva nas últimas semanas do mercado, não só do português, mas também do estrangeiro. Estamos mais otimistas em relação a este final de ano do que estávamos há alguns meses"

A procura por estes imóveis está a superar as expetativas? Continua a haver portugueses interessados?

Temos tido uma surpresa muito positiva nas últimas semanas do mercado, não só do português, mas também do estrangeiro. Estamos mais otimistas em relação a este final de ano do que estávamos há alguns meses. Acho que é um sentimento geral no mercado, que tem estado a evoluir positivamente. 

O L’AND poderá ter no futuro, na vertente imobiliária, quantas casas/residências, além da oferta hoteleira?

Neste momento temos construídas cerca de 40 residências. Diria que faltam cerca de 45 adicionais. Mas as residências estão nucleadas, o que fazemos é desenvolver núcleo a núcleo. Construímos um núcleo, infraestruturado, fechamos, passamos para o núcleo seguinte. O que é importante para nós é que, passados dez anos, o L’AND é hoje um projeto já claramente consolidado. Ou seja, os resorts têm uma fase de vida, que é longa, e acho que é positivo entendermos que passados dez anos temos um resort consolidado, que agora tem uma segunda fase de expansão, mas não de consolidação, digamos assim.

É curioso, parece-me, estar a dar-se esta expansão num período marcado pela crise pandémica.

Sim, a crise foi um desafio forte especialmente para a hotelaria. Nós, como toda a atividade em Portugal, tivemos uma quebra muito grande no ano passado, e principalmente uma situação brutal de incerteza. Mas o facto de estarmos no campo e de termos todas as unidades de alojamento viradas para o exterior criou um produto que reagiu muito bem no mercado à pandemia. 

Nós somos resilientes, e claro que nos sentimos orgulhosos, foi muito bom ver a reação da equipa e das pessoas que aqui trabalham e colaboram. É nestas fases que é importante ter energia para procurar superar algumas dificuldades que surjam. O mais difícil foi no momento inicial do ano passado, num contexto de total incerteza, isso foi a parte mais dura.

L’AND Vineyards
L’AND Vineyards

São vários os gabinetes de arquitetura que participam no projeto imobiliário do L’AND. É algo diferenciador, certo?

Pensamos e acreditamos que a arquitetura deve ser um fator de qualificação e diferenciação do produto. Achamos que faz sentido não ter uma feira de arquitetos, mas ter um grupo de arquitetos que possam com o mesmo programa base, neste caso as casas pátio mediterrânicas, ter interpretações diferentes desse programa, isso cria riqueza e um produto diferenciado e mais qualificado. Não passa só pela arquitetura de exteriores, também temos atenção à arquitetura de interiores. O hotel, por exemplo, é da autoria, os interiores, do arquiteto brasileiro Marcio Kogan, e depois procuramos também ter a mesma linha de arquitetura de interiores nas casas que exploramos. Procuramos ter um produto integrado que transmita uma mesma atmosfera, digamos assim.

Foi notícia recentemente que o ativista chinês Ai Weiwei estaria a viver em Portugal. Foi no L’AND que ele investiu?

O Ai Weiwei vive em Montemor, é nosso vizinho, é bom ter investido em Portugal porque é uma pessoa que valoriza o Alentejo, valoriza esta paz, este tipo de tranquilidade que nós também valorizamos. É espetacular tê-lo aqui no concelho, mas não é proprietário aqui no L’AND Vineyards. Ele vive numa casa isolada no campo, num contexto completamente diferente.

"Há uma riqueza de pessoas aqui. É giro haver uma comunidade de pessoas não só no L’AND mas também em Montemor. Montemor atraiu várias pessoas e vários projetos e ligados à componente cultural. (...) Temos um ambiente que ainda é um espaço natural, que é completamente preservado. Costumamos dizer que isto é o “The wild side of Europe”, o lado selvagem da Europa, ainda. E é mesmo"

O L’AND está de certa forma a ajudar a dar maior visibilidade ao Alentejo?

Há uma riqueza de pessoas aqui. É giro haver uma comunidade de pessoas não só no L’AND mas também em Montemor. Montemor atraiu várias pessoas e vários projetos e ligados à componente cultural. Desde o trabalho do Rui Horta, no Castelo de Montemor, que está cá salvo erro há mais de 15 anos, e que tem feito um trabalho notável, reconhecido internacionalmente, no âmbito da dança contemporânea, até a cerâmica, até ao facto de haver um autor de vídeos de animação que tem um projeto aqui. Há muita coisa a acontecer, porque estamos perto de Lisboa, a uma hora de Lisboa. Temos um ambiente que ainda é um espaço natural, que é completamente preservado. Costumamos dizer que isto é o “The wild side of Europe”, o lado selvagem da Europa, ainda. E é mesmo. 

L’AND Vineyards
L’AND Vineyards

Que mais-valias há em investir no Alentejo, neste Alentejo mais selvagem, como diz?

O Alentejo é das poucas regiões da Europa que combina um campo fantástico com não estar longe da praia. Nós não temos a noção disso, mas estamos a uma hora da Comporta, a uma hora do litoral alentejano, e não há muitas regiões da Europa que combinem as duas coisas. O Alentejo é ainda um espaço natural completamente preservado. A industrialização não passou por aqui, não houve perturbação urbanística. É de facto uma zona ainda preservada, um espaço ainda selvagem, e isso começa a ser conhecido. Há muitas pessoas que vivem aqui no L’AND e que estão em teletrabalho, algumas para fora, para empresas estrangeiras, e conseguem estar aqui seis meses perfeitamente a trabalhar. 

O facto do teletrabalho ter ganho “peso” na pandemia fará com que haja mais pessoas a procurar viver e/ou investir no L’AND?

Foi muito uma tendência, para ser franco, de pessoas que aproveitaram ter casa aqui para poderem ficar aqui na pandemia e poderem estar a trabalhar. Mas à medida que o mercado de trabalho evolua, e já temos alguns sinais nesse sentido, vai haver pessoas que equacionem viver parte do tempo aqui e irem pontualmente a Lisboa, mas isso é perfeitamente possível.

Que mensagem gostaria de deixar a quem não conhece o L’AND Vineyards e esta região mais selvagem do Alentejo, como referiu?

Talvez a coisa mais importante a transmitir é a importância de se conhecer a fundo o Alentejo como região e como espaço para se poder viver. É isso que nós valorizamos. É fundamental que as pessoas entendam que o Alentejo ainda é uma região, como eu disse, selvagem, é um passeio no lado selvagem, mas é importante que o conheçam e que o possam viver. É muito difícil encontrar perto de Lisboa, para os portugueses, regiões com estas características.

L’AND Vineyards
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