Decorar bem uma casa nem sempre depende de ter grandes orçamentos nem de seguir todas as tendências. Muitas vezes, a diferença entre um espaço que “funciona” e outro que não acaba por resultar está em aplicar algumas regras visuais básicas que os designers de interiores e decoradores utilizam diariamente nos seus projetos.
São truques simples, fáceis de memorizar e muito eficazes, que ajudam a criar casas mais equilibradas, harmoniosas e agradáveis à vista. E hoje contamos-te, no idealista/news, três deles muito utilizados pelos profissionais de design de interiores.
A regra do ímpar: porque três funciona melhor do que dois
Um dos erros mais comuns na decoração é colocar objetos aos pares: dois almofadões, dois jarros, duas velas… No entanto, do ponto de vista visual, as composições com números ímpares funcionam muito melhor, pois são consideradas mais dinâmicas e mais apelativas para o olhar humano.
A chamada “regra do ímpar” baseia-se precisamente neste princípio muito simples: os humanos percecionam como mais naturais e equilibradas as composições formadas por três, cinco ou sete elementos, em comparação com números pares.
E o número mais utilizado é o três, já que permite criar conjuntos equilibrados sem sobrecarregar o espaço. Além disso, o ideal é que os elementos tenham diferentes alturas ou volumes, o que resulta numa composição mais interessante e harmoniosa.
Esta regra pode ser aplicada tanto a objetos semelhantes, por exemplo, três jarrões, como a peças diferentes. Uma combinação clássica que costuma funcionar bem é um livro, uma vela e um pequeno candeeiro sobre uma mesa de apoio ou consola.
A regra 60-30-10: o truque infalível para combinar cores
Quando uma casa “não acaba de resultar”, muitas vezes o problema não está no mobiliário, mas sim no uso da cor. Para evitar misturas caóticas ou desequilibradas, os designers de interiores recorrem a uma fórmula muito simples: a regra do 60-30-10.
Esta regra consiste em distribuir as cores da seguinte forma:
- 60%: uma cor predominante, presente nas paredes, pavimentos ou peças maiores
- 30%: uma cor secundária, aplicada em móveis, tapetes ou têxteis
- 10%: uma cor de destaque, reservada para pequenos detalhes decorativos como almofadas, jarrões ou quadros
Aplicar esta proporção ajuda a criar espaços equilibrados e harmoniosos, sem necessidade de conhecimentos técnicos aprofundados. É uma recomendação especialmente útil para quem sente que “tudo combina, mas há qualquer coisa que não está bem”.
A regra 70-30: como misturar estilos sem criar confusão
Misturar estilos está na moda, mas fazê-lo de forma errada pode transformar uma casa num conjunto sem coerência. Para evitar isso, os profissionais recorrem à regra do 70-30 nos estilos decorativos.
A chave está em definir um estilo principal, que deve ocupar cerca de 70% do espaço (por exemplo, nórdico, contemporâneo ou clássico), e acrescentar um estilo secundário em 30% para dar personalidade: boho, industrial, vintage, étnico…
Desta forma, a casa mantém uma base coerente e facilmente reconhecível, mas ganha personalidade sem se tornar carregada ou confusa. É uma forma muito eficaz de personalizar um espaço sem perder equilíbrio visual.
Pequenas regras, grandes mudanças
Estas três regras (ímpar, 60-30-10 e 70-30) não são fórmulas rígidas, mas sim ferramentas muito úteis para tomar melhores decisões na decoração. Aplicá-las ajuda a perceber porque é que alguns espaços são agradáveis à vista e outros transmitem sensação de desordem, mesmo quando os móveis são bonitos.
Por vezes, decorar melhor não passa por acrescentar mais coisas, mas sim por organizar melhor o que já temos. E é aí que os pequenos truques dos designers de interiores fazem toda a diferença.








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