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Guerra de spreads continua no crédito à habitação: Bankinter desce taxa para 1%

Autor: Redação

Com o Banco de Portugal a apertar os critérios de concessão de crédito às famílias e a CE e o FMI a pedirem um maior controlo sobre este negócio, o Bankinter decidiu fazer a oferta de empréstimos à habitação mais agressiva do mercado, desde o período antes da crise. O banco espanhol, a partir desta segunda-feira, tem disponível um spread de 1% nos financiamentos para a compra de casa, reduzindo a sua margem mínima, que estava antes nos 1,15%. Mas não é para todos os clientes. Quem é que pode então beneficiar desta oferta?

O Bankinter já era a instituição que tinha a margem mais baixa no mercado, mas agora reforça essa posição. O Banco CTT cobra um spread mínimo de 1,2%, e o BCP, Santander Totta e Novo Banco competem com margens mínimas de 1,25%. Já o BPI e o Montepio praticam taxas de 1,5%.

"Esta descida do 'spread' mínimo para 1% mostra a dinâmica do Bankinter no negócio do crédito à habitação, voltando a lançar um 'spread' altamente competitivo, enquanto mantém uma avaliação de risco rigorosa e a vontade de continuar a apoiar as famílias na realização dos seus projectos", explica Vítor Pereira, diretor de desenvolvimento de negócio, produtos, CRM e marketing do Bankinter Portugal.

Condições para beneficiar da oferta mais baixa do mercado

O spread de 1% nos empréstimos para a compra de casa do Bankinter, a mais taxa baixa do mercado nacional, só vai ser acessível para os créditos de valor superior a 150 mil euros e com um rácio entre o financiamento e a avaliação de 70%.

Ou seja, o “novo spread mínimo está (apenas) disponível para clientes que invistam pelo menos 30% do valor da avaliação do imóvel e para financiamentos iguais ou superiores a 150 mil euros“, refere o banco em comunicado. Em termos práticos, com um crédito de 150 mil euros, o valor da avaliação do imóvel teria de ser de cerca de 214.500 euros.

Caso o investimento do cliente seja interior a 30% do imóvel, a taxa baixa, mas para 1,10%. “Nos restantes escalões, os spreads mantêm-se inalterados: 1,25% para montantes entre 100 e 150 mil euros e 1,45% para montantes abaixo de 100 mil”.