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Empréstimo da casa: guia para negociar o melhor spread

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Autor: Redação

Em plena guerra de 'spreads', os bancos estão atualmente mais disponíveis para baixar as margens de lucro nos empréstimos para a compra de casa. Apresentamos-te agora uma lista de truques para que aproveites este contexto ao máximo e consigas a opção mais vantajosa na hora de pedires um crédito à habitação - ainda que o spread possa variar consoante o nível de risco individual de cada cliente.

Estes são os seis conselhos, da autorida da plataforma Comparajá e publicados pelo Dinheiro Vivo, que deverás seguir se estás a pensar em pedir um crédito à habitação e queres reduzir ao máximo o valor da prestação da casa. 

  • Entrada inicial

Quantos mais capitais próprios tiveres, para dar como entrada e abater no valor do empréstimo, melhor. Dessa forma, menor será o valor do crédito que o banco tem de conceder e mais fácil será negociar o spread e todas as outras condições do empréstimo.

  • Apresentação de garantias bancárias

Depois da crise,  os reforçaram a exigência de garantias para tentarem-se proteger do risco de incumprimento - ainda hoje estão a tentar limpar o balanço do malparado de então. A apresentação de rendimentos (mesmo que sejam de dois titulares) para reembolsar um crédito habitação pode, neste sentido, ser insuficiente para pagar a prestação e ser necessário de apresentar fiadores ou uma segunda hipoteca de um imóvel/terreno em seu nome livre de encargos, como colateral.

  • Situação profissional estável

Sobretudo no caso de ser contratado um empréstimo da casa com taxa de juro variável indexada à EURIBOR, existe sempre a probabilidade de os juros da casa subirem a qualquer momento e, consequentemente, a prestação ficar mais elevada. Para tentar garantir que, mesmo com esta agravante, o cliente será capaz de continuar a pagar o crédito as instituições financeiras valorizam há quanto tempo se encontra no emprego em que está e se já está efetivo no mesmo.

  • Vendas associadas facultativas

Em causa está  a contratação de produtos financeiros e/ou serviços extra como contrapartida da redução dos custos do contrato de crédito. Por exemplo, se o cliente subscrever o cartão de crédito, a domiciliação do ordenado, um PPR e os seguros de vida e multirriscos, o banco pode dar uma bonificação no spread do crédito habitação. Algumas instituições têm mesmo pacotes que agregam estes produtos para que o cliente escolha o que mais lhe convém.

  • Assegurar uma taxa de esforço sustentável

Esta é uma medida que a banca utiliza para medir a capacidade financeira dos clientes, tendo em conta a percentagem dos rendimentos de um agregado familiar destinada ao pagamento de créditos contraídos. Em regra, o esforço não deve ser superior a 33% (representado um terço dos rendimentos de uma família), mas no no caso do crédito habitação pode ir até 40%. Quanto mais reduzida for a taxa de esforço, melhor se poderá negociar o spread com o banco, porque o risco de incumprimento é mais baixo.

  • Comprar imóveis do banco

Para conseguir boas condições no financiamento o melhor é comprar um imóvel do próprio banco. Têm financiamento a 100% e, quase sempre, têm associado um spread bonificado, e prazos mais alargados - nalguns casos, existe até um período de carência.