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Crédito à habitação em queda devido a novas regras do BdP

Ricardo Resende/Unsplash
Ricardo Resende/Unsplash
Autor: Redação

A procura por crédito à habitação registou uma "ligeira" quebra nos primeiros três meses deste ano, na sequência da nova medida macroprudencial do Banco de Portugal (BdP) sobre os novos contratos de financiamento para a compra de casa. Para o segundo trimestre, os bancos não antecipam, de forma geral, alterações de relevo na procura de crédito por parte de empresas e de particulares, segundo um inquérito do supervisor realizado às instituições financeiras.

As novas regras do BdP, em vigor desde julho de 2018, recomendam que a banca aplique alguns limites nas novas operações de empréstimo, tanto ao nível dos prazos dos créditos como da taxa de esforço das famílias.

E esta iniciativa do regulador começa a ter efeitos no mercado de crédito à habitação, apesar da luta que os bancos estão a fomentar para atrair mais clientes. 

Isso mesmo escreve o supervisor para explicar a "ligeira diminuição" verificada na procura de crédito para aquisição de habitação no primeiro trimestre de 2019,. afirmando que para este resultado "terá contribuído a medida macroprudencial aplicada aos novos créditos à habitação e ao consumo pelo BdP", justifica o mesmo relatório. 

Os números mais recentes sobre os montantes emprestados ajudam a fazer prova disto mesmo. Em fevereiro o valor total de crédito concedido para a compra de casa voltou a recuar, pelo segundo mês consecutivo, atingindo o patamar mais baixo desde o mesmo mês em 2018.

No total, os bancos deram 734 milhões de euros, abaixo dos 747 milhões de euros do período homólogo, segundo dados revelados esta terça-feira, pelo BdP.

Neste mês, nas novas operações de crédito a particulares para habitação, a taxa de juro média diminuiu 3 pontos base (pb), para 1,37%, também de acordo com as mais recentes estatísticas do regulador.

No acumulado dos primeiros dois meses do ano foram concedidos 1.481 milhões de euros, o que representa o melhor arranque de ano em nove anos. No mesmo período de 2010, foram emprestados 1.524 milhões de euros, revelam os dados do Banco de Portugal.

Apesar destes números, os bancos insistem que o mercado deverá seguir em linha."Para o segundo trimestre do ano, as instituições não antecipam, de um modo geral, alterações de relevo na procura de crédito por parte de empresas e de particulares", segundo o referido inquérito do Banco de Portugal.