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Comprar casa: 5 coisas que os proprietários gostariam de ter sabido antes

Cortesia Doutor Finanças
Cortesia Doutor Finanças
Autor: Redação

A compra de uma casa é sempre um momento importante na vida de uma família, mas é também um momento de ponderação e algumas preocupações. Entre saber e recolher toda a documentação necessária, pedir várias propostas a várias entidades bancárias e analisar e comparar as mesmas, o processo de crédito à habitação pode ser bastante stressante. No final, devido à inexperiência e até à falta de conhecimento da temática, os compradores acabam por tomar algumas decisões que nem sempre são as mais acertadas.

Neste artigo da rubrica saúde financeira, assegurada pelo Doutor Finanças para o idealista/news, apresentamos-te 5 coisas que os proprietários gostariam de ter sabido antes de iniciarem o seu processo de crédito à habitação e que vão ajudar-te a escolher a melhor opção para o teu caso.

1. O banco pode não ter a melhor proposta para te oferecer

De uma forma simplificada, o que acontece é que se já és cliente de um banco em outros produtos, quando pedires uma proposta para o teu crédito à habitação esta entidade não terá de se “esforçar” para te conquistar enquanto cliente, o que quer dizer que a proposta poderá não ser a mais vantajosa para o teu caso.

Assim, deverás procurar diferentes propostas em diferentes entidades bancárias e comparar tudo, desde taxas, spread, comissões, prazos, entre outros custos do processo de compra de uma casa.

Fazer esta análise e comparação é essencial, não só na escolha da melhor proposta, mas também na negociação da mesma. 

2. O spread nem sempre é o mais importante

Quando se fala em crédito à habitação, por norma, o indicador a que se dá mais atenção é o spread. De facto, este é importante, representa o juro que o banco vai ganhar ao conceder-te o crédito, mas existem outros elementos que deves analisar nas propostas que te forem apresentadas.

Vivemos um momento em que se praticam spreads bastante baixos, chegando a 1%, por isso o banco certamente irá tentar compensar vendendo outros produtos, tais como: seguros de vida e multirriscos, cartões de crédito, contas ordenado, entre outros.

Por exemplo, se tiveres uma proposta com um spread baixo, mas os seguros de vida e multirriscos com um valor muito alto, poderá compensar-te uma proposta de outro banco com um spread mais alto e seguros mais baixos, até porque o valor destes tende a agravar-se ao longo da vida.

3. Não é obrigatório fazeres os seguros no mesmo banco em que fazes o crédito

Existe uma ideia generalizada de que a entidade que faz o crédito à habitação deverá ser a mesma que te fará o seguro de vida e multirriscos. Estes são requisitos obrigatórios exigidos pelos bancos, pois são a garantia face ao risco associado ao crédito à habitação, uma vez que os valores deste tipo financiamento são sempre elevados. Contudo, alertamos para o facto de não ser obrigatório fazeres os seguros de vida e multirriscos no mesmo banco em que fazes o crédito.

As mensalidades dos seguros podem tornar-se tão pesadas como o próprio crédito, pelo que deverás avaliar com atenção as várias hipóteses, dentro e fora do teu banco, relativas aos seguros de vida e multirriscos. Só assim terás uma noção de qual a opção mais vantajosa para o teu caso.

4. Os documentos necessários num processo de crédito à habitação

  • O processo de financiamento de uma casa é bastante burocrático, dividido em diversas fases, em que são necessários diferentes documentos.
  • Numa fase de análise e pré-aprovação do crédito, poderás contar que te sejam pedidos documentos como declaração de rendimentos, documento de identificação ou mapa de responsabilidades do Banco de Portugal (BdP), entre outros.
  • Na fase seguinte, a de avaliação do imóvel, ser-te-ão pedidos documentos como caderneta predial ou planta do imóvel.
  • Por último, no momento de aprovação e marcação da escritura, conta com documentos como certificado energético, licença de utilização ou projeto de construção aprovado, por exemplo.

Para que possas ser mais eficiente na recolha de toda a documentação sugerimos que, no início do teu processo, peças a lista de todos os documentos que vais precisar nas diferentes fases. Assim, evitarás tempos de espera por documentos e, consequentemente, atrasos no financiamento da tua casa.

5. Os custos do crédito e após a compra do imóvel

O valor que vais pagar pela tua casa não passa apenas pelo valor que é pago ao vendedor. Na compra de uma casa deverás contar com despesas como IMT, Imposto de Selo e custos com escrituras, entre outros. Posteriormente, também não deverás descuidar outras despesas que terão peso na gestão do teu orçamento familiar a longo prazo, tais como IMI, despesas de condomínio, manutenção do imóvel ou imposto sobre mais-valias, se estas existirem.

É necessário que tenhas em conta os custos do processo, impostos e taxas do crédito habitação, bem como os impostos e despesas que deverás considerar após a compra do imóvel.

Estar informado, pedir e analisar várias propostas de crédito à habitação são as palavras de ordem na hora de escolher a melhor opção de crédito e certamente vão ajudar-te a manter a saúde das tuas finanças pessoais e familiares.