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Avaliação das casas dispara e atinge máximo de oito anos: 1.265 euros por m2

Photo by Tierra Mallorca on Unsplash
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Autor: Redação

Há 26 meses, sem parar, que as casas valem cada vez mais para os bancos. E a avaliação bancária dos imóveis - que é feita no âmbito dos pedidos de crédito à habitação - atingiu em maio o valor mais alto dos últimos oito anos, com o metro quadrado (m2) a fixar-se nos 1.265 euros, em termos médios, a nível nacional.

Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta quinta-feira, dia 27 de junho de 2019, mostram que entre abril e maio ocorreu uma subida de nove euros (0,7%) no valor da avaliação bancária, mas se essa comparação for feita, em termos anuais, com maio de 2018, verifica-se um aumento de 7,6%.

Este crescimento homólogo é, aliás, o maior desde que o INE começou a divulgar estes dados em 2011. A taxa de crescimento tem-se estado acima dos 6% desde junho do ano passado, tendo acelerado desde fevereiro deste ano. Já a variação mensal tem sido sempre positiva desde março de 2017.

Apartamentos registam maior valorização

O valor médio de avaliação registou a maior subida neste tipo de móveis, ficando a valer mais 10 euros, para 1.343 euros/m2 - sendo que, no seu conjunto, as tipologias T2 e T3 representaram 83,1% das avaliações de apartamentos realizadas em maio.

Já nas moradias os bancos aumentaram o valor em seis euros, para 1.137 euros/m2, sendo que neste caso as casas T3 e T4 representaram 71,5% das avaliações.

Mais uma vez, estes dois indicadores correspondem a níveis máximos, sendo que na comparação homóloga a avaliação dos apartamentos (+9%) está a crescer de forma mais rápida do que nas moradias (5,9%).

Em termos de regiões, também foram várias onde se verificaram recordes. O Algarve tem a avaliação bancaria mais elevada (1.655 euros/m2) e o crescimento homólogo mais forte (11,3%), embora a variação entre abril e maio tenha sido negativa (-0,2%). Na Área Metropolitana de Lisboa o aumento foi de 7,8% para 1.539 euros/m2.

A maior subida para o conjunto da habitação registou-se na Região Autónoma dos Açores (1,8%), e a descida mais intensa na Região Autónoma da Madeira (-2,1%), segundo aponta o INE.